
{"id":1072,"date":"2010-07-28T06:05:23","date_gmt":"2010-07-28T09:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/cetran\/o-nhenhenhem-do-metro\/"},"modified":"2023-09-01T15:26:17","modified_gmt":"2023-09-01T18:26:17","slug":"o-nhenhenhem-do-metro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/cetran\/o-nhenhenhem-do-metro\/","title":{"rendered":"<i><b>O nhenhenh\u00e9m do metr\u00f4.<\/b><\/i>"},"content":{"rendered":"<p><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"http:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><em>Inaugurado o debate eleitoral, com ele chegam os vendedores de ideias espetaculares, que no entendimento do urbanista Jaime Lerner (Blog Porto Imagem, 12\/12\/2009) justifica a tend&ecirc;ncia do nosso jeito subdesenvolvido de lidar com problemas t&atilde;o graves, como o s&atilde;o a mobilidade urbana e suas decorr&ecirc;ncias sociais, econ&ocirc;micas e urban&iacute;sticas.<\/p>\n<p>Nesse figurino &eacute; que se encaixa a solu&ccedil;&atilde;o metrovi&aacute;ria apresentada pelo presidenci&aacute;vel Jos&eacute; Serra como resposta aos problemas do transporte p&uacute;blico da Regi&atilde;o Metropolitana de Goi&acirc;nia (RMG) &#8211; O POPULAR, quarta-feira. Al&eacute;m de ris&iacute;vel, pelo hist&oacute;rico, s&atilde;o esses equ&iacute;vocos que conduzem os gestores p&uacute;blicos a encontrar na obsolesc&ecirc;ncia, com a contum&aacute;cia de sempre, a &uacute;ltima e mais eficiente novidade &#8211; a solu&ccedil;&atilde;o tabajara que infelizmente mant&eacute;m a inspira&ccedil;&atilde;o obreira de muitos deles.<\/p>\n<p>O que nos constrange, no entanto, n&atilde;o &eacute; a promessa propriamente dita, mas o que ela encerra de contradi&ccedil;&otilde;es e demagogia. &Eacute; obviedade t&eacute;cnica que solu&ccedil;&atilde;o sob trilhos merece aten&ccedil;&atilde;o adequada, seja por se tratar de tecnologia onerosa, seja pelo contexto log&iacute;stico no qual esteja inserida &#8211; dois dos fatores a caracterizar esta solu&ccedil;&atilde;o como atualmente inadequada para a Regi&atilde;o Metropolitana de Goi&acirc;nia.<\/p>\n<p>Uma das contradi&ccedil;&otilde;es que nos permitem a preocupa&ccedil;&atilde;o possui natureza conceitual, porque Goi&acirc;nia e sua mancha metropolitana ainda carecem de identidade no &acirc;mbito das suas pol&iacute;ticas de mobilidade. Exemplo disso est&aacute; nos constantes conflitos entre o transporte p&uacute;blico e o individual, sobretudo quando qualquer previs&iacute;vel iniciativa &eacute; implantada em favor do primeiro. A cultura de viadutos e a fragmenta&ccedil;&atilde;o de pra&ccedil;as e canteiros traduzem outro grave v&iacute;cio conceitual, porque corroboram contra a equidade do uso dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos, aumentando progressivamente os custos das cidades.<\/p>\n<p>Do ponto de vista t&eacute;cnico &eacute; ainda mais vis&iacute;vel o equ&iacute;voco, mesmo sendo a promessa o metr&ocirc; leve sobre trilhos. Se ainda n&atilde;o conseguimos esgotar a capacidade do sistema sobre rodas, tampouco desprivatizar a sua gest&atilde;o, e muito menos implantar novos corredores exclusivos com a amplia&ccedil;&atilde;o dos existentes para se lhes aumentar a velocidade comercial, como investir numa tecnologia que para dar certo exige todos estes requisitos b&aacute;sicos para funcionar com efici&ecirc;ncia, de forma integrada a outros modais (inclusive os n&atilde;o motorizados) e em rede?<\/p>\n<p>Mas o candidato do metr&ocirc; tamb&eacute;m contribui com uma dica sem&acirc;ntica, pois ao alegar que Goi&acirc;nia &#8220;n&atilde;o &eacute; grande como S&atilde;o Paulo e Rio&#8221;, educadamente nos confirma que a melhor tecnologia para o nosso tecido urbano &eacute; outra, de custo mais acess&iacute;vel, menos complexa e j&aacute; experimentada em v&aacute;rias cidades brasileiras: os BRT (Bus Rapid Transit), sigla que designa o sistema sobre rodas em superf&iacute;cie canalizada e exclusiva. Tanto pelas peculiaridades de nossa urbe, quanto pela efetiva capacidade que detemos.<\/p>\n<p>Serra conhece o exemplo metrovi&aacute;rio de S&atilde;o Paulo por dois distintos &acirc;ngulos, pois atuou na sua administra&ccedil;&atilde;o como prefeito e governador por cinco anos seguidos (2005-2010). Sabe que a rede de bilh&otilde;es de reais transporta apenas 16% dos usu&aacute;rios totalizados contra os demais que se deslocam na superf&iacute;cie, n&atilde;o raro competindo sobre os mesmos espa&ccedil;os f&iacute;sicos.<\/p>\n<p>Sabe tamb&eacute;m que nas suas administra&ccedil;&otilde;es, o metr&ocirc; decresceu oito pontos na prestigiada Pesquisa de Imagem dos Transportes na Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo (Portal ANTP Weblioteca) &#8211; o que implica dizer que este novo nhenhenh&eacute;m chega desacreditado por aqui, a permear uma cidade que n&atilde;o pode mais inverter as suas prioridades para o setor.<\/p>\n<p>Antenor Pinheiro &eacute; jornalista, presidente do Conselho Estadual de Tr&acirc;nsito de Goi&aacute;s (Cetran), ex-membro titular do Conselho Diretor da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Transportes <\/em><\/strong><strong><em>P&uacute;blicos\/ANTP &#8211; perito@antenorpinheiro.com<\/em><\/strong><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inaugurado o debate eleitoral, com ele chegam os vendedores de ideias espetaculares, que no entendimento do urbanista Jaime Lerner (Blog Porto Imagem, 12\/12\/2009) justifica a tend&ecirc;ncia do nosso jeito subdesenvolvido de lidar com problemas t&atilde;o graves, como o s&atilde;o a mobilidade urbana e suas decorr&ecirc;ncias sociais, econ&ocirc;micas e urban&iacute;sticas. 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