

{"id":22085,"date":"2017-08-04T12:08:11","date_gmt":"2017-08-04T15:08:11","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/casacivil\/mercado-comum-do-brasil-central-esta-perto-de-ser-consolidado\/"},"modified":"2017-08-04T12:08:11","modified_gmt":"2017-08-04T15:08:11","slug":"mercado-comum-do-brasil-central-esta-perto-de-ser-consolidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/casacivil\/mercado-comum-do-brasil-central-esta-perto-de-ser-consolidado\/","title":{"rendered":"Mercado Comum do Brasil Central est\u00e1 perto de ser consolidado"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"images\/imagens_migradas\/upload\/fotos\/2017-08\/marconi-perillo---forum-de-governadores---mato-grosso-do-sul---foto-mantovani-fernandes-02.jpg\" alt=\"Mantovani Fernandes\" \/><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p>O Mercado Comum do Brasil Central, que h&aacute; dois anos vem sendo discutido no &acirc;mbito do F&oacute;rum de Governadores do Brasil Central, est&aacute; muito perto de ser consolidado. Os tr&acirc;mites finais, antes que as Assembleias Legislativas autorizem os governadores a firmarem o pacto, foram debatidos durante reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Tem&aacute;tica de Economia do F&oacute;rum, que foi realizada ontem (03\/08) e hoje (04\/08) em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>De acordo com o governador Marconi Perillo, presidente do F&oacute;rum de Governadores do Brasil Central, o projeto passa por um trabalho de unifica&ccedil;&atilde;o de al&iacute;quotas, em fase de finaliza&ccedil;&atilde;o. Implantado, o mercado comum ter&aacute; uma fase de transi&ccedil;&atilde;o para que haja unicidade de al&iacute;quotas.<\/p>\n<p>Ficou definida, durante o caf&eacute; da manh&atilde; dos governadores, a proposta a ser fechada na reuni&atilde;o de Porto Velho (RO) que ocorrer&aacute; em outubro. &ldquo;At&eacute; o dia 30 de setembro, ser&aacute; formatado o projeto final da proposta para que os estados possam encaminh&aacute;-lo &agrave;s Assembleias Legislativas. Na ocasi&atilde;o, ser&atilde;o definidos os prazos que os Estados ter&atilde;o para unificar as al&iacute;quotas de produtos, bens e servi&ccedil;os&rdquo;, salientou Marconi.<\/p>\n<p>&ldquo;Nossa preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; que os Estados n&atilde;o percam as suas receitas. Por isso, faremos essa unifica&ccedil;&atilde;o com um gatilho&rdquo;, complementou o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja.<\/p>\n<p><strong>Al&iacute;quotas diferenciadas<\/strong><\/p>\n<p>Na lista dos produtos que ter&atilde;o al&iacute;quotas diferenciadas dentro do Mercado Comum constam carnes, cigarros, joias, cosm&eacute;ticos, perfumaria, energia, cerveja, refrigerante, comunica&ccedil;&atilde;o, etanol, gasolina, diesel, dentre outros. &ldquo;A grande maioria dos produtos ser&aacute; unificada de imediato porque n&atilde;o existem muitas diferen&ccedil;as de al&iacute;quota&rdquo;, salientou Azambuja.<\/p>\n<p>A&ccedil;&atilde;o semelhante, s&oacute; que com medicamentos, est&aacute; na pauta central das discuss&otilde;es do F&oacute;rum. A C&acirc;mara T&eacute;cnica de Sa&uacute;de, coordenada pelo secret&aacute;rio de Sa&uacute;de de Goi&aacute;s, Leonardo Vilela, est&aacute; fechando uma proposta de compra compartilhada de medicamentos de alto custo para todos os Estados. Por sua lideran&ccedil;a no ranking nacional de produ&ccedil;&atilde;o de medicamentos e em decorr&ecirc;ncia das avan&ccedil;adas pr&aacute;ticas de negocia&ccedil;&atilde;o, Goi&aacute;s ir&aacute; tomar frente na elabora&ccedil;&atilde;o das atas de registro de pre&ccedil;os que ser&atilde;o adotadas pelos demais Estados.<\/p>\n<p>&ldquo;Vamos comprar em escala, deixaremos de comprar de distribuidores para comprar diretamente da ind&uacute;stria, o que far&aacute; com que o nosso custo seja diminu&iacute;do, al&eacute;m de ganharmos na distribui&ccedil;&atilde;o desses medicamentos&rdquo;, comentou o governador do Mato Grosso, Pedro Taques.<\/p>\n<p>Leonardo Vilela lembrou que os sete Estados integrantes do Cons&oacute;rcio gastam anualmente em torno de R$ 500 milh&otilde;es com medicamentos de alto custo. &ldquo;N&oacute;s vamos aproveitar o poder de negocia&ccedil;&atilde;o de Goi&aacute;s para comprar com economia para os Estados&rdquo;.<\/p>\n<p>Na reuni&atilde;o preliminar &agrave; assembleia dos governadores, os secret&aacute;rios definiram a forma&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o t&eacute;cnica. No decorrer da pr&oacute;xima semana, j&aacute; come&ccedil;ar&atilde;o a ser definidos alguns medicamentos de alto custo para que seja formalizada uma ata conjunta.<\/p>\n<p>O secret&aacute;rio destacou que 80% dos medicamentos de alto custo s&atilde;o ligados a tratamentos oncol&oacute;gicos. &ldquo;Sem d&uacute;vida s&atilde;o os medicamentos que lideram as listas de todos os Estados&rdquo;, salientou.<\/p>\n<p><strong>Lei Kandir<\/strong><\/p>\n<p>O ressarcimento dos Estados por perdas decorrentes da aplica&ccedil;&atilde;o da Lei Kandir, que regulamentou a aplica&ccedil;&atilde;o do ICMS das exporta&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m foi debatida pelos governadores.<\/p>\n<p>A Lei, criada pelo ent&atilde;o ministro do Planejamento Antonio Kandir prev&ecirc; a isen&ccedil;&atilde;o do pagamento de ICMS sobre as exporta&ccedil;&otilde;es de produtos prim&aacute;rios e semielaborados ou servi&ccedil;os. Por esse motivo, a lei sempre provocou pol&ecirc;mica entre os governadores de Estados exportadores, que alegam perda de arrecada&ccedil;&atilde;o devido &agrave; isen&ccedil;&atilde;o do imposto nesses produtos. S&oacute; o Mato Grosso, segundo o governador Pedro Taques, t&ecirc;m um cr&eacute;dito consolidado com a Uni&atilde;o de R$ 20 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>At&eacute; 2003, a Lei Kandir garantiu aos Estados o repasse de valores a t&iacute;tulo de compensa&ccedil;&atilde;o pelas perdas decorrentes da isen&ccedil;&atilde;o de ICMS, mas, a partir de 2004, a Lei Complementar 115 &ndash; uma das que alteraram essa legisla&ccedil;&atilde;o &ndash;, embora mantendo o direito de repasse, deixou de fixar o valor. Com isso, os governadores precisam negociar a cada ano com o Executivo o montante a ser repassado, mediante recursos alocados no Or&ccedil;amento Geral da Uni&atilde;o.<\/p>\n<p>Agora o STF julgou pertinente a reivindica&ccedil;&atilde;o dos Estados de serem ressarcidos pela ren&uacute;ncia fiscal que fizeram ao longo dos anos dentro da Lei Kandir. &ldquo;Vamos ter uma agenda legislativa forte para que, daqui pra frente, tenhamos regras claras para o ressarcimento aos Estados&rdquo;, informou o governador Reinaldo Azambuja.<\/p>\n<p>Pedro Taques disse que os governadores do Brasil Central est&atilde;o se manifestando mais firmes no debate nacional. &ldquo;N&atilde;o &eacute; um favor que a Uni&atilde;o faz aos Estados produtores. Lamentavelmente, todo ano n&oacute;s temos que ficar de pires na m&atilde;o, pedindo dinheiro &agrave; Uni&atilde;o&rdquo;, declarou.<\/p>\n<p>Durante palestra que realizou no encontro de Campo Grande, o ministro Bruno Ara&uacute;jo informou aos governadores que o Minist&eacute;rio ir&aacute; disponibilizar um volume de R$ 6 bilh&otilde;es de FGTS em parceria com a &nbsp;CEF e o BNDES, com taxa de 6% ao ano, quatro anos de car&ecirc;ncia, 20 anos de financiamento, assim como tamb&eacute;m alternativa de curto prazo, para que possam apoiar a infraestrutura dos Estados e dos munic&iacute;pios.<\/p>\n<p><strong>BNDES<\/strong><\/p>\n<p>O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, por sua vez, destacou no encontro que o banco estaria enviando ainda hoje, a todos os governadores, uma carta listando os documentos necess&aacute;rios para que os Estados possam renegociar suas d&iacute;vidas com o banco.<\/p>\n<p>No dia 14 de junho passado, sob a lideran&ccedil;a do governador Marconi Perillo, os governadores reuniram-se em jantar com o presidente Temer, no Pal&aacute;cio da Alvorada, ocasi&atilde;o em que ficou acertado que a Uni&atilde;o iria autorizar a renegocia&ccedil;&atilde;o, em duas etapas, de R$ 50,46 bilh&otilde;es d&iacute;vidas que os Estados t&ecirc;m com o BNDES.<\/p>\n<p>A primeira fase, a ser executada este ano, prev&ecirc; a repactua&ccedil;&atilde;o de R$ 20 bilh&otilde;es. A segunda, a ser efetivada em janeiro do ano que vem, incluiu a renegocia&ccedil;&atilde;o de R$ 30 bilh&otilde;es de d&iacute;vidas sem garantia da Uni&atilde;o, incluindo a linha BNDES-Copa, que financiou, sobretudo, a constru&ccedil;&atilde;o de est&aacute;dios para o Mundial de futebol.<\/p>\n<p>A reuni&atilde;o de Campo Grande foi a quarta realizada este ano. As outras tr&ecirc;s ocorreram em Goi&acirc;nia, Cuiab&aacute; e Palmas. &Agrave; edi&ccedil;&atilde;o de Campo Grande s&oacute; faltaram os governadores do Distrito Federal e do Maranh&atilde;o, representados por secret&aacute;rios de Estado.<\/p>\n<p><strong>FONTE: Gabinete de Imprensa do Governador<\/strong><\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Mercado Comum do Brasil Central, que h&aacute; dois anos vem sendo discutido no &acirc;mbito do F&oacute;rum de Governadores do Brasil Central, est&aacute; muito perto de ser consolidado. 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