
{"id":2747,"date":"2020-08-12T11:40:23","date_gmt":"2020-08-12T14:40:23","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/agrodefesa\/agrodefesa-alerta-para-aumento-dos-casos-de-mormo-e-orienta-criadores-sobre-medidas-preventivas\/"},"modified":"2020-08-12T11:40:23","modified_gmt":"2020-08-12T14:40:23","slug":"agrodefesa-alerta-para-aumento-dos-casos-de-mormo-e-orienta-criadores-sobre-medidas-preventivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/agrodefesa-alerta-para-aumento-dos-casos-de-mormo-e-orienta-criadores-sobre-medidas-preventivas\/","title":{"rendered":"Agrodefesa alerta para aumento dos casos de Mormo e orienta criadores sobre medidas preventivas"},"content":{"rendered":"<p>Doen&ccedil;a at&eacute; pouco tempo atr&aacute;s com baixa incid&ecirc;ncia em Goi&aacute;s, o Mormo, que afeta principalmente os equ&iacute;deos (equinos, asininos e muares) e outras esp&eacute;cies animais, tem apresentado crescimento no n&uacute;mero de casos, segundo dados registrados pela Ag&ecirc;ncia Goiana de Defesa Agropecu&aacute;ria &ndash; Agrodefesa. Somente nos primeiros sete meses deste ano j&aacute; s&atilde;o seis focos confirmados, nos munic&iacute;pios de Ara&ccedil;u, Aren&oacute;polis, Damol&acirc;ndia, Jata&iacute;, S&atilde;o Luiz do Norte e Itapirapu&atilde;).<\/p>\n<p>No Estado de Goi&aacute;s, o primeiro foco de Mormo foi confirmado em 2014, em Goi&acirc;nia. De l&aacute; para c&aacute;, outros casos foram registrados ao longo dos anos. Em 2015, foram cinco focos (Abadia de Goi&aacute;s, Bela Vista, Caldazinha, Edeia e Silv&acirc;nia). Em 2016, apenas um foco em Mineiros. No ano de 2017 foram novamente cinco focos (Bela Vista, Edeia, Luzi&acirc;nia, Planaltina de Goi&aacute;s e Santo Ant&ocirc;nio de Goi&aacute;s). Em 2018 n&atilde;o houve registro de focos. J&aacute; em 2019 houve um caso em Guarani de Goi&aacute;s. Em 2020, contudo, o n&uacute;mero de focos voltou a aumentar.<\/p>\n<p>Este ano, o foco com maior n&uacute;mero de animais positivos &eacute; o de Itapirapu&atilde;, totalizando 21 equinos de uma mesma propriedade. A doen&ccedil;a foi confirmada por meio da t&eacute;cnica sorol&oacute;gica de Western Blotting (WB) pelo Laborat&oacute;rio Federal de Defesa Agropecu&aacute;ria, localizado em Recife-PE (LFDA-PE). Trata-se de um laborat&oacute;rio de refer&ecirc;ncia, acreditado e o &uacute;nico do Pa&iacute;s para realiza&ccedil;&atilde;o de testes confirmat&oacute;rios para Mormo. A recomenda&ccedil;&atilde;o da Agrodefesa &eacute; que os animais sejam eutanasiados no prazo de 15 dias. Em todos os casos de Mormo, a recomenda&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica &eacute; o sacrif&iacute;cio dos animais, por se tratar de uma doen&ccedil;a para a qual n&atilde;o existe tratamento nem vacina para imuniza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Educa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria<\/p>\n<p>O Mormo &eacute; uma zoonose altamente contagiosa, conhecida desde a antiguidade. &Eacute; causada por um bacilo gram-negativo, aer&oacute;bio, n&atilde;o esporulado e im&oacute;vel, classificado de <em>Burkholderia mallei, <\/em>transmitida entre os equ&iacute;deos pela &aacute;gua, alimentos contaminados e principalmente pelo contato direto de animais contaminados (normalmente assintom&aacute;ticos) com animais sadios em eventos equestres. Em Goi&aacute;s, a doen&ccedil;a tem elevado impacto econ&ocirc;mico, considerando o grande plantel de equ&iacute;deos e suas diversas formas de utiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Conforme o presidente da Agrodefesa, Jos&eacute; Essado, a Ag&ecirc;ncia&nbsp;trabalha em conson&acirc;ncia com o Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento &ndash; Mapa com objetivo de prevenir, controlar ou erradicar as doen&ccedil;as dos equ&iacute;deos, incluindo o Mormo. Nesse sentido, desenvolve a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, estudos epidemiol&oacute;gicos, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e controle do tr&acirc;nsito de equ&iacute;deos, cadastramento, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria de estabelecimentos, bem como interven&ccedil;&atilde;o imediata quando da suspeita ou ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;a de notifica&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria. O sacrif&iacute;cio dos animais positivos &eacute; obrigat&oacute;rio para evitar a dissemina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.<\/p>\n<p>Outra medida recomendada &eacute; que todos os equ&iacute;deos existentes na propriedade onde ocorre o Mormo sejam submetidos a diagn&oacute;sticos, com o objetivo de sanear o plantel. A Agrodefesa recomenda tamb&eacute;m aos criadores que atendam &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es legais de preven&ccedil;&atilde;o e controle do problema. O transporte de animais deve estar sempre acobertado de Guias de Tr&acirc;nsito Animal e, de acordo com a finalidade, dos exames negativos de Anemia Infecciosa Equina e Mormo, juntamente com atestado de vacina&ccedil;&atilde;o contra Influenza Equina &ndash; previsto na Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n&deg; 06\/2015 (car&ecirc;ncia de 15 dias ap&oacute;s aplica&ccedil;&atilde;o da vacina).<\/p>\n<p>A propriedade na qual for registrado foco de Mormo s&oacute; ser&aacute; liberada ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de dois exames consecutivos com resultados negativos para todos os equ&iacute;deos existentes no im&oacute;vel. Por se tratar de uma zoonose, que pode ser transmitida do animal para o homem, a Agrodefesa tamb&eacute;m comunica os focos &agrave; Secretaria Estadual da Sa&uacute;de para tomar as provid&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas que possam ter tido contato com o animal, conforme prev&ecirc; a legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o &ndash; 98508-9325<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2745\" alt=\"\" id=\"\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2020\/08\/EquinocomMormo-a5d.JPG\" style=\"\" title=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2020\/08\/EquinocomMormo-a5d.JPG 600w, https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2020\/08\/EquinocomMormo-a5d-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>&nbsp;<img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2746\" alt=\"\" id=\"\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2020\/08\/EquinocomMormo3-bc1.JPG\" style=\"\" title=\"\" width=\"599\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2020\/08\/EquinocomMormo3-bc1.JPG 599w, https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2020\/08\/EquinocomMormo3-bc1-300x173.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen&ccedil;a at&eacute; pouco tempo atr&aacute;s com baixa incid&ecirc;ncia em Goi&aacute;s, o Mormo, que afeta principalmente os equ&iacute;deos (equinos, asininos e muares) e outras esp&eacute;cies animais, tem apresentado crescimento no n&uacute;mero de casos, segundo dados registrados pela Ag&ecirc;ncia Goiana de Defesa Agropecu&aacute;ria &ndash; Agrodefesa. 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