{"id":1310,"date":"2016-07-01T12:07:24","date_gmt":"2016-07-01T15:07:24","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/agrodefesa\/programa-de-tomate\/"},"modified":"2016-07-01T12:07:24","modified_gmt":"2016-07-01T15:07:24","slug":"programa-de-tomate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/programa-de-tomate\/","title":{"rendered":"Programa de Tomate"},"content":{"rendered":"<p><strong>Programa estadual de preven&ccedil;&atilde;o e controle de pragas em tomate <\/strong><\/p>\n<p><strong>Coordenadora:<\/strong>&nbsp;Heloisa Rocha<br \/>\n<strong>E-mail:&nbsp;<\/strong><a href=\"mailto:heloisa-r@agrodefesa.go.gov.br\">heloisa.rocha@agrodefesa.go.gov.br<\/a><br \/>\nFone: (62) 3201-3579<\/p>\n<p><strong>Colaborador:&nbsp;<\/strong>Juracy Rocha Braga Filho<br \/>\n<strong>E-mail:<\/strong>&nbsp;<a href=\"mailto:juracy.filho@agrodefesa.go.gov.br\">juracy.filho@agrodefesa.go.gov.br<\/a><br \/>\n<strong>Fone:<\/strong>&nbsp;(62) 3201-3578<\/p>\n<h3>&nbsp;<\/h3>\n<h3>Geminiviroses<\/h3>\n<p>Dentre as viroses que incidem na cultura do tomate, a incid&ecirc;ncia de geminiv&iacute;rus &eacute; sem d&uacute;vida a maior, em compara&ccedil;&atilde;o com outros v&iacute;rus. O primeiro relato de geminiv&iacute;rus data da d&eacute;cada de 1960 com ocorr&ecirc;ncias observadas em S&atilde;o Paulo e no Nordeste brasileiro. Os trabalhos recentes apontam que tr&ecirc;s esp&eacute;cies de geminiv&iacute;rus s&atilde;o importantes para a tomaticultura no Brasil: Tomato severe rugose virus (ToSRV), Tomato golden vein virus (TGVV) e Tomato mottle leaf curl virus (ToMLCV). Segundo Nagata 2012, quando a infec&ccedil;&atilde;o ocorre at&eacute; 14 dias de transplantio, perdas de 70% podem ser observadas.<\/p>\n<h3>Sintomas<\/h3>\n<p>Os principais sintomas causados pelos geminiv&iacute;rus em tomateiro s&atilde;o:<\/p>\n<ul>\n<li>Clorose (amarelecimento) das nervuras e entre elas;<\/li>\n<li>Enrolamento e encarquilhamento foliar;<\/li>\n<li>Diminui&ccedil;&atilde;o do tamanho das folhas e nanismo.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Transmiss&atilde;o<\/h3>\n<p>A transmiss&atilde;o das geminiviroses se d&aacute; pela mosca-branca (Bemisia tabaci&nbsp;bi&oacute;tipo b). Este inseto foi introduzido no Brasil em 1990 no estado de S&atilde;o Paulo. Nos &uacute;ltimos anos tornou-se a principal praga do tomateiro em Goi&aacute;s. Reis Filho (2002), entrevistando agricultores no munic&iacute;pio de Goian&aacute;polis, afirmou que a praga come&ccedil;ou a representar dano econ&ocirc;mico para as planta&ccedil;&otilde;es de tomate a partir do ano de 1995, acentuando-se por volta do ano 2000\/2001, chegando a dizimar planta&ccedil;&otilde;es inteiras. Al&eacute;m da transmiss&atilde;o dos geminivirus, a mosca branca provoca danos diretos como a isoporiza&ccedil;&atilde;o e matura&ccedil;&atilde;o irregular dos frutos.<\/p>\n<h3>Medidas Fitossanit&aacute;rias Obrigat&oacute;rias<\/h3>\n<p>A <a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2016\/07\/2151399-40b.pdf\">Instru&ccedil;&atilde;o Normativa N&ordm; 06\/2011<\/a> institui a&ccedil;&otilde;es e medidas fitossanit&aacute;rias que visam a preven&ccedil;&atilde;o e controle da mosca branca e do geminiv&iacute;rus no Estado de Goi&aacute;s.<\/p>\n<p>As medidas fitossanit&aacute;rias obrigat&oacute;rias s&atilde;o:<\/p>\n<ul>\n<li>Cadastro online de propriedades e &aacute;reas produtoras de tomate(<a href=\"https:\/\/www.agrodefesa.go.gov.br\/\">www.agrodefesa.go.gov.br<\/a>); <a href=\"https:\/\/www.go.gov.br\/servicos\/servico\/efetuar-cadastro-obrigatorio-para-culturas-anuais\">Ver Link:<\/a><\/li>\n<li>Elimina&ccedil;&atilde;odos restos culturais de tomateat&eacute; 10 dias ap&oacute;s a colheita de cada talh&atilde;o;<\/li>\n<li>Destrui&ccedil;&atilde;o de plantas volunt&aacute;rias de tomate imediatamente ap&oacute;s o surgimento;<\/li>\n<li>Produ&ccedil;&atilde;o de mudas em ambiente telado, com telas de malha m&aacute;xima de 0,239 mm (zero v&iacute;rgula duzentos e trinta e nove mil&iacute;metros), antec&acirc;maras, pedil&uacute;vio e sistema de ventila&ccedil;&atilde;o na antec&acirc;mara;<\/li>\n<li>Caso o produtor rural tenha interesse em adquirir mudas de tomate de outros estados, dever&aacute; ser solicitada a Autoriza&ccedil;&atilde;o para Aquisi&ccedil;&atilde;o de Mudas &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o do Programa de tomate pelo e-mail:heloisa.rocha@agrodefesa.go.gov.brou pelo telefone (62) 3201-3580 .<\/li>\n<li>Obedecer ao per&iacute;odo de transplantio:\n<ul>\n<li>Para tomate tutorado a ser transplantado nos munic&iacute;pios de Morrinhos, Itabera&iacute;, Turv&acirc;nia, Cristalina, Luzi&acirc;nia, Silv&acirc;nia, Orizona, Vian&oacute;polis, Palmeiras de Goi&aacute;s, Piracanjuba e Goian&eacute;sia, o plantio de tomate dever&aacute; ocorrer somente de 1&ordm; de fevereiro &agrave; 30 de junho;<\/li>\n<li>Para tomate rasteiro, independente do munic&iacute;pio o per&iacute;odo permitido para transplantio no estado de Goi&aacute;s &eacute; de 1&ordm; de fevereiro &agrave; 30 de junho.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Cadastramento<\/h3>\n<p>O cadastramento da(s) propriedade(s) e &aacute;rea(s) produtora(s) de tomate dever&aacute; ser realizado a cada novo plantio, no site da Agrodefesa, at&eacute; no m&aacute;ximo 15 dias ap&oacute;s o transplantio.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o do cadastro o produtor dever&aacute; imprimir o boleto e pagar, o cadastro somente ser&aacute; considerado v&aacute;lido ap&oacute;s o pagamento do boleto. Somente ap&oacute;s o pagamento ser&aacute; poss&iacute;vel emitir o comprovante cadastral.<\/p>\n<h3>Destrui&ccedil;&atilde;o de restos culturais e plantas volunt&aacute;rias de tomate<\/h3>\n<p>A destrui&ccedil;&atilde;o dos restos culturais &eacute; considerada uma medida cultural de grande import&acirc;ncia dentro do Manejo Integrado de Pragas. Atrav&eacute;s desta pr&aacute;tica, &eacute; poss&iacute;vel prevenir a prolifera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; da mosca branca e das geminiviroses, mas tamb&eacute;m de brocas, tra&ccedil;as e demais pragas que incidem sobre a cultura.<\/p>\n<p>A elimina&ccedil;&atilde;o de plantas volunt&aacute;rias de tomate que emergem ap&oacute;s a colheita e\/ou durante os cultivos subsequentes tamb&eacute;m &eacute; fundamental para diminuir a press&atilde;o de in&oacute;culo e a incid&ecirc;ncia dos geminiv&iacute;rus. A medida &eacute; obrigat&oacute;ria e deve ocorrer imeditamente ap&oacute;s o surgimento dessas plantas. Al&eacute;m do tomate s&atilde;o hospedeiros dos geminiv&iacute;rus: pimentas, batata, jo&aacute;-de-capote, leiteiro, figueira-do-inferno, vassourinha e crotal&aacute;ria.<\/p>\n<p>N&atilde;o basta eliminar somente as plantas, outra medida de extrema import&acirc;ncia &eacute; n&atilde;o deixar frutos descartados sobre o solo; deve-se proceder &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o e enterrio j&aacute; que a exposi&ccedil;&atilde;o dos tomates contribui para a atra&ccedil;&atilde;o e multiplica&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meras pragas nas &aacute;reas de cultivo.<\/p>\n<h3>Calend&aacute;riode Plantio<\/h3>\n<p>O calend&aacute;rio de plantio &eacute; o per&iacute;odo institu&iacute;do pela IN 006\/2011 para o transplantio de mudas de tomate para cultivos destinados a ind&uacute;stria e em alguns munic&iacute;pios produtores de tomate de mesa. A medida visa propiciar a aus&ecirc;ncia de plantas de tomate nos meses de novembro &agrave; janeiro, per&iacute;odo de grande incid&ecirc;ncia da mosca-branca nas principais &aacute;reas de cultivo do estado.<\/p>\n<h3>Objetivos do Calend&aacute;rio de Plantio<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<p>Reduzir a popula&ccedil;&atilde;o de mosca-branca advinda principalmente da cultura do tomate e, portanto, com maior capacidade de transmiss&atilde;o das geminiviroses;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>Reduzir a fonte de in&oacute;culo de v&iacute;rus para os plantios subsequentes;<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Benef&iacute;cios do Calend&aacute;riode Plantio<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p>Menor custo de produ&ccedil;&atilde;o para o produtor;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>Menor exposi&ccedil;&atilde;o do trabalhador rural a agentes qu&iacute;micos nocivos &agrave; sa&uacute;de;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>Menor quantidade de agrot&oacute;xicos lan&ccedil;ados ao meio ambiente;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p>Com a aus&ecirc;ncia de geminiviroses haver&aacute; desenvolvimento normal dos frutos, evitando as perdas de qualidade e peso, e consequentemente aumento da produtividade;<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Cultivo Autorizado<\/h3>\n<p>O artigo 6&deg; da Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n&deg; 06\/2011 estabelece alguns casos em que a AGRODEFESA poder&aacute; autorizar o semeio, o transplantio e a manuten&ccedil;&atilde;o de plantas vivas de tomate,RASTEIRO ou TUTORADO, fora do per&iacute;odo permitido, nas seguintes situa&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p>I &ndash; Quando destinado &agrave; pesquisa cient&iacute;fica;<\/p>\n<p>II &ndash; Plantio destinado &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de sementes gen&eacute;ticas;<\/p>\n<p>III &ndash; Plantio comercial em ambiente protegido;<\/p>\n<p>O plantio em ambiente protegido dever&aacute; ser realizado em estufas agr&iacute;colas, cobertas com filme pl&aacute;stico e fechadas nas laterais por tela de malha m&aacute;xima de 0,239 mm, com antec&acirc;mara de no m&iacute;nimo 1,5m x 1,5m, pedil&uacute;vio e cortina de ar entre a antec&acirc;mara e a estufa.<\/p>\n<p>Para a concess&atilde;o desta autoriza&ccedil;&atilde;o, o interessado dever&aacute; realizar solicita&ccedil;&atilde;o, com no m&iacute;nimo 60 dias de anteced&ecirc;ncia apresentando atrav&eacute;s do(s) Respons&aacute;vel(is) T&eacute;cnico(s), requerimento &agrave; Agrodefesa, juntamente com o Plano Detalhado de Controle Sistem&aacute;tico da Mosca Branca e Termo de Compromisso e Responsabilidade, assinados pelo respons&aacute;vel e duas testemunhas, conforme modelos disponibilizados pela Agrodefesa.<\/p>\n<h4>Baixe os formul&aacute;rios:<\/h4>\n<ul>\n<li>\n<p><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2016\/07\/modelo-de-requerimento-64d.doc\">Modelo de Requerimento<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2016\/07\/2014_plano-de-trabalho_tomate-f90.doc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano de Trabalho Simplificado<\/a>&nbsp;<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2016\/07\/termo-de-compromisso-d57.docx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Termo de Compromisso e Responsabilidade<\/a><\/p>\n<\/li>\n<li>\n<p><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2016\/07\/2151399-40b.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instru&ccedil;&atilde;o Normativa (IN) n&ordm; 06\/2011<\/a><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ao compromitente que n&atilde;o cumprir integralmente o Termo de Compromisso e Responsabilidade firmado ficar&aacute; suspensa a concess&atilde;o de autoriza&ccedil;&atilde;o para o cultivo na pr&oacute;xima safra, independentemente de outras penalidades previstas na legisla&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Obs: O prazo para an&aacute;lise, parecer e decis&atilde;o da solicita&ccedil;&atilde;o requerida ser&aacute; de at&eacute; 30 dias a partir da data da solicita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<h3>Legisla&ccedil;&otilde;es relacionadas<\/h3>\n<ul>\n<li>\n<p><a href=\"https:\/\/www.projetos.goias.gov.br\/agrodefesa\/post\/ver\/200102\/programa-de-tomate#\">I<\/a><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2016\/07\/2151399-40b.pdf\">N N&deg; 06 de 14 de junho de 2011<\/a>: Instituir a&ccedil;&otilde;es e medidas fitossanit&aacute;rias que visem o controle da Mosca Branca (Bemisia tabaci, bi&oacute;tipo B) e do geminiv&iacute;rus no estado de Goi&aacute;s;<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>\n<p><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2016\/07\/in-no_-002-de-31-de-janeiro-de-2008-246.pdf\">IN N&deg; 002 de 31 de janeiro de 200<\/a><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/agrodefesa\/wp-content\/uploads\/sites\/49\/2016\/07\/1285801-521.pdf\">8<\/a>: Define que o plantio de tomate, tutorado ou rasteiro, no munic&iacute;pio de Morrinhos ser&aacute; permitido em duas microrregi&otilde;es geogr&aacute;ficas e respectivos per&iacute;odos.<\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Infra&ccedil;&otilde;es e Penalidades<\/h3>\n<p>O descumprimento dessas normas sujeitar&aacute; os infratores &agrave;s san&ccedil;&otilde;es administrativas estabelecidas na Lei Estadual de Defesa Vegetal n&ordm; 14.245, de 29 de julho de 2002 e seu regulamento, Decreto n&ordm; 6.295, de 16 de novembro de 2005, sem preju&iacute;zo das san&ccedil;&otilde;es penais previstas no artigo 61 da Lei Federal n&ordm; 9.605\/98.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa estadual de preven&ccedil;&atilde;o e controle de pragas em tomate Coordenadora:&nbsp;Heloisa Rocha E-mail:&nbsp;heloisa.rocha@agrodefesa.go.gov.br Fone: (62) 3201-3579 Colaborador:&nbsp;Juracy Rocha Braga Filho E-mail:&nbsp;juracy.filho@agrodefesa.go.gov.br Fone:&nbsp;(62) 3201-3578 &nbsp; 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