
{"id":7285,"date":"2019-08-28T12:03:42","date_gmt":"2019-08-28T15:03:42","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/agricultura\/parabens-avicultor\/"},"modified":"2019-08-28T12:03:42","modified_gmt":"2019-08-28T15:03:42","slug":"parabens-avicultor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/parabens-avicultor\/","title":{"rendered":"Parab\u00e9ns, avicultor!"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7284\" alt=\"\" id=\"\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/08\/Galinhaveerabatluunsplash-943-scaled.jpg\" title=\"\" width=\"2560\" height=\"1708\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/08\/Galinhaveerabatluunsplash-943-scaled.jpg 2560w, https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/08\/Galinhaveerabatluunsplash-943-300x200.jpg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/08\/Galinhaveerabatluunsplash-943-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/08\/Galinhaveerabatluunsplash-943-768x512.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/08\/Galinhaveerabatluunsplash-943-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/08\/Galinhaveerabatluunsplash-943-2048x1367.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p>A cria&ccedil;&atilde;o de aves no Brasil teve in&iacute;cio, segundo estudiosos, em 1503, com Gon&ccedil;alo Coelho, quando atracou no Rio de Janeiro. Por&eacute;m, a produ&ccedil;&atilde;o em car&aacute;ter comercial s&oacute; surgiu em meados de 1860, quando verificou-se a migra&ccedil;&atilde;o desta atividade para os demais pontos do Pa&iacute;s. Sabe-se que este modelo de cria&ccedil;&atilde;o era de car&aacute;ter campestre, com a utiliza&ccedil;&atilde;o de animais com pouco ou nenhum melhoramento gen&eacute;tico, que atingiam no m&aacute;ximo 2,5 quilos aos seis meses. Seu processo de moderniza&ccedil;&atilde;o se deu a partir dos anos de 1930, j&aacute; que no Brasil iniciava-se o processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, amplia&ccedil;&atilde;o da demanda de prote&iacute;nas de origem animal.<\/p>\n<p>O grande impulso da avicultura brasileira se deu realmente a partir de 1950, com os avan&ccedil;os trazidos principalmente pela gen&eacute;tica (importa&ccedil;&atilde;o de avozeiros h&iacute;bridos), desenvolvimento de equipamentos, amplia&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de cereais, fibras e oleaginosas, desenvolvimento de ra&ccedil;&otilde;es e vacinas espec&iacute;ficas para a atividade. Vale destacar que o principal alicerce deste crescimento s&oacute; se deu a partir de pessoas (avicultores) e agroind&uacute;strias que acreditaram no desenvolvimento e crescimento desta atividade no Brasil.<\/p>\n<p>Segundo dados da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Prote&iacute;na Animal (ABPA), existem hoje mais de 150 destinos de exporta&ccedil;&otilde;es de aves no Brasil, ou seja, totalizando um montante de quase 4 milh&otilde;es de toneladas embarcadas anualmente, que representam um ter&ccedil;o de tudo que &eacute; produzido no Pa&iacute;s, configurando-o como o maior fornecedor mundial dessa prote&iacute;na.<\/p>\n<p>Acredita-se que o consumo per capta brasileiro &eacute; da ordem de 45 quilos por ano, por habitante, sendo a fonte proteica mais consumida internamente no Pa&iacute;s e a segunda em n&iacute;vel mundial, ainda com possibilidade de amplia&ccedil;&atilde;o, uma vez que a demanda por alimento &eacute; inel&aacute;stica. No tocante a produ&ccedil;&atilde;o, segundo dados da Federa&ccedil;&atilde;o de Agricultura e Pecu&aacute;ria do Estado de Goi&aacute;s (Faeg), o Estado de Paran&aacute; vem a ser o principal produtor perfazendo, aproximadamente, 4.110 mil toneladas. Na Regi&atilde;o Centro-Oeste, grande produtora de cereais, fibras e oleaginosas destaca-se Goi&aacute;s com o quinto lugar no ranking da produ&ccedil;&atilde;o &ndash; cerca de 922 mil toneladas de carne de frango.<\/p>\n<p>N&atilde;o se pode deixar de citar ainda o produto ovo, alimento vers&aacute;til e extremamente nutritivo e que possui subst&acirc;ncias importantes para o metabolismo como colina, sel&ecirc;nio, vitaminas A, B, B12, D e E, &aacute;cido f&oacute;lico, ferro, zinco e outros. Cada unidade tem apenas 70 calorias e &eacute; uma aliada indispens&aacute;vel em dietas de emagrecimento e de ganho muscular, al&eacute;m de contribuir para o bom funcionamento do c&eacute;rebro.<\/p>\n<p>Segundo dados do Instituto de Geografia e Estat&iacute;sticas (IBGE, 2019), as granjas brasileiras registraram a produ&ccedil;&atilde;o de 928,42 milh&otilde;es de d&uacute;zias de ovos no quarto trimestre de 2018. Conforme estes dados, esse &eacute; o maior valor da s&eacute;rie da hist&oacute;rica da pesquisa, iniciada em 1987. Salienta-se que esta cadeia produtiva consegue atender o consumidor interno e o externo com produtos de excelente qualidade e em quantidades suficientes, colaborando com isso com as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de seguran&ccedil;a alimentar. Segundo a Faeg, o Valor Bruto da Produ&ccedil;&atilde;o, que nada mais &eacute; que o pre&ccedil;o bruto recebido pelo produtor multiplicado pela produ&ccedil;&atilde;o, foi de mais de R$ 2 bilh&otilde;es, gerando milhares de postos de trabalho, direta ou indiretamente.<\/p>\n<p>Vale destacar, no entanto, que nem tudo s&atilde;o louros nesta atividade. Um dos pontos fracos na avicultura &eacute; a sua ancoragem aos pre&ccedil;os das principais <i>commodities agr&iacute;colas<\/i>: a soja e milho. No ano de 2016, a eleva&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os m&eacute;dios destes produtos, oriundos da quebra da produ&ccedil;&atilde;o da segunda safra de milho em alguns locais do Pa&iacute;s, p&ocirc;s em cheque a sa&uacute;de financeira desta cadeia produtiva. J&aacute; em 2017, a chamada &ldquo;Opera&ccedil;&atilde;o Carne Fraca&rdquo; provocou a instala&ccedil;&atilde;o da crise no setor de prote&iacute;nas animais e a avicultura n&atilde;o ficou de fora. Sabe-se que pouca ou nenhuma irregularidade foi realmente validada, mas o erro na comunica&ccedil;&atilde;o gerou grandes impactos neste setor.<\/p>\n<p>Mas, como j&aacute; &eacute; sabido, depois da tempestade vem sempre a bonan&ccedil;a. A reabertura dos mercados externos e a retomada a normalidade dos estoques internos de milho e soja deram um novo f&ocirc;lego ao setor. Exemplo claro disso foi o an&uacute;ncio, no dia 21 de agosto, de representantes da BRF em conjunto com governador Ronaldo Caiado, da reabertura da unidade de Mineiros, fechada logo ap&oacute;s o esc&acirc;ndalo da &ldquo;Carne Fraca&rdquo;. O intuito da empresa, umas das maiores do setor, &eacute; dobrar a capacidade de produ&ccedil;&atilde;o de frangos. Segundo dirigentes da BRF, os abates na unidade v&atilde;o aumentar em cerca de 120%, o que representa um salto de 58 mil toneladas por ano, atualmente, para 128 mil toneladas por ano ao fim do projeto.<\/p>\n<p>Com esse crescimento, dever&atilde;o ser gerados novos postos de trabalho para a regi&atilde;o. Conforme anunciado, a expectativa &eacute; que, ao longo dos pr&oacute;ximos meses e ao final de tudo isso, tenhamos feito um investimento na casa dos R$ 89 milh&otilde;es, com a adi&ccedil;&atilde;o de 600 a 1.000 postos al&eacute;m, &eacute; claro, de reintegrar aqueles que tiveram que paralisar suas atividades anteriormente, salienta o executivo. Ainda foi divulgado, na oportunidade, a adequa&ccedil;&atilde;o da unidade de Rio Verde, que ser&aacute; voltada &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade da f&aacute;brica de ra&ccedil;&atilde;o e passar&aacute; a produzir 30% al&eacute;m da capacidade atual. J&aacute; em Buriti Alegre, os recursos v&atilde;o permitir que a unidade passe a produzir tamb&eacute;m para o mercado Halal.<\/p>\n<p>Salienta-se que a avicultura goiana, hoje, gera aproximadamente 30 mil empregos diretos e cerca de 90 mil empregos indiretos. Essa pujan&ccedil;a na gera&ccedil;&atilde;o de emprego e renda mostra a import&acirc;ncia desta cadeia produtiva e de nossos produtores. Diante disso, nesse dia 28 de agosto, dia do avicultor brasileiro, &eacute; importante ressaltar que a Secretaria de Estado de Agricultura Pecu&aacute;ria e Abastecimento (Seapa) n&atilde;o medir&aacute; esfor&ccedil;os para desenvolver programas e projetos para a manuten&ccedil;&atilde;o e crescimento desta atividade, que al&eacute;m de empregar muitos, gera um produto de grande valor agregado, tanto na garantia da seguran&ccedil;a alimentar brasileira, quanto no fornecimento de prote&iacute;na de alt&iacute;ssima qualidade para o mundo.<\/p>\n<p><b>Ant&ocirc;nio Carlos de Souza Lima Neto <\/b>&eacute; secret&aacute;rio de Estado de Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (texto publicado originalmente no portal A Reda&ccedil;&atilde;o, dispon&iacute;vel no endere&ccedil;o: <a href=\"https:\/\/www.aredacao.com.br\/artigos\/123263\/parabens-avicultor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.aredacao.com.br\/artigos\/123263\/parabens-avicultor<\/a>).<\/p>\n<p>Foto: Veera Batlu \/ Unsplash.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cria&ccedil;&atilde;o de aves no Brasil teve in&iacute;cio, segundo estudiosos, em 1503, com Gon&ccedil;alo Coelho, quando atracou no Rio de Janeiro. 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