
{"id":5446,"date":"2019-04-24T11:55:09","date_gmt":"2019-04-24T14:55:09","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/agricultura\/pesquisa-fomentada-pela-fapeg-sobre-sementes-do-cerrado-recebe-destaque-internacional\/"},"modified":"2019-04-24T11:55:09","modified_gmt":"2019-04-24T14:55:09","slug":"pesquisa-fomentada-pela-fapeg-sobre-sementes-do-cerrado-recebe-destaque-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/pesquisa-fomentada-pela-fapeg-sobre-sementes-do-cerrado-recebe-destaque-internacional\/","title":{"rendered":"Pesquisa fomentada pela Fapeg sobre sementes do Cerrado recebe destaque internacional"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5444\" alt=\"\" id=\"\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/04\/2404Fapeg-066.jpg\" title=\"Diferentes tamanhos de sementes de Campomanesia adamantium (gabiroba). Foto: Le\u00e3o-Ara\u00fajo, 2018.\" width=\"768\" height=\"419\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/04\/2404Fapeg-066.jpg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/04\/2404Fapeg-066-300x164.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/>A revista cient&iacute;fica <em>Agronomy Journal<\/em>, sediada em Madison, Wisconsin, nos Estados Unidos, trouxe na sua edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro deste ano, o artigo da pesquisadora &Eacute;rica Fernandes Le&atilde;o Ara&uacute;jo, agr&ocirc;noma, professora efetiva do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), campus Uruta&iacute;. A revista tem alcance internacional e recebe a melhor qualifica&ccedil;&atilde;o da Capes para revistas cient&iacute;ficas mundiais &ndash; Qualis Capes &ndash; A1, o que permite uma boa visibilidade internacional para o artigo, para a regi&atilde;o do Cerrado e, consequentemente, para a Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de Goi&aacute;s (Fapeg), que fomenta a pesquisa que deu origem ao artigo, dentro do Doutorado em Agronomia, na linha de pesquisa em Produ&ccedil;&atilde;o Vegetal pela Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), em Goi&acirc;nia. O projeto de pesquisa de &Eacute;rica conta com orienta&ccedil;&atilde;o da professora Dra. Eli Regina Barboza de Souza (UFG).&nbsp;<\/p>\n<p>Intitulado &ldquo;<em>Evaluation of the desiccation of Campomanesia adamantium seed using radiographic analysis and the relation with physiological potential<\/em>&ldquo;, o artigo traz contribui&ccedil;&otilde;es importantes para a ci&ecirc;ncia no que se refere &agrave;s sementes de plantas do Cerrado. A pesquisadora revela que o artigo servir&aacute; de base cient&iacute;fica para o armazenamento de sementes de Campomanesia adamantium (gabiroba) e de outras esp&eacute;cies do Cerrado com a mesma caracter&iacute;stica de sementes com sensibilidade &agrave; desidrata&ccedil;&atilde;o, como a cagaita, mangaba e guanandi. Ela explica que muitas sementes de esp&eacute;cies do Cerrado apresentam esta sensibilidade e isso prejudica o armazenamento, uma vez que ele &eacute; normalmente realizado a partir de sementes com baixo teor de &aacute;gua. &ldquo;A perda de &aacute;gua pelas sementes &eacute; um fen&ocirc;meno necess&aacute;rio para armazenamento convencional. As sementes precisam estar secas para serem armazenadas com efici&ecirc;ncia. Se armazenadas &uacute;midas elas v&atilde;o deteriorar rapidamente e podem ser atacadas por pat&oacute;genos&rdquo;, esclarece a pesquisadora.<\/p>\n<p><strong>Ferramenta inovadora na pesquisa&nbsp;&nbsp; &nbsp;<\/strong><br \/>\nSegundo &Eacute;rica, o armazenamento de sementes permite a manuten&ccedil;&atilde;o da biodiversidade vegetal do nosso bioma e ainda viabiliza a produ&ccedil;&atilde;o de mudas destas esp&eacute;cies. A pesquisa usa uma ferramenta inovadora e automatizada para identificar o potencial fisiol&oacute;gico das sementes e a rela&ccedil;&atilde;o com a perda de &aacute;gua, que s&atilde;o as imagens de raio-x, correlacionando a morfologia interna com germina&ccedil;&atilde;o e vigor, buscando aperfei&ccedil;oar a reprodu&ccedil;&atilde;o para garantir a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie.<br \/>\nA Campomanesia adamantium (gabiroba) &eacute; nativa da regi&atilde;o do Cerrado brasileiro. Sua propaga&ccedil;&atilde;o mais comum e usual &eacute; por sementes, e essa forma de reprodu&ccedil;&atilde;o tem como principal vantagem a possibilidade de armazenamento por per&iacute;odos mais longos que as estruturas vegetativas. &Eacute;rica explica que n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es exatas sobre a extin&ccedil;&atilde;o desta esp&eacute;cie, por&eacute;m a amea&ccedil;a ao bioma Cerrado justifica trabalhos com esp&eacute;cies nativas. Atividades antr&oacute;picas t&ecirc;m amea&ccedil;ado a biodiversidade dos biomas brasileiros. Estima-se que o Cerrado j&aacute; apresenta mais de 40% de sua &aacute;rea ocupada por pastagens plantadas e agricultura. Para a pesquisadora, a manuten&ccedil;&atilde;o de recursos gen&eacute;ticos vegetais visa principalmente garantir uma representatividade da biodiversidade e possibilitar a produ&ccedil;&atilde;o de mudas em per&iacute;odos e locais distintos.<\/p>\n<p>No caso da gabiroba, a import&acirc;ncia de seu estudo se justifica tamb&eacute;m por ser uma esp&eacute;cie que apresenta frutos muito apreciados pela popula&ccedil;&atilde;o dos locais de ocorr&ecirc;ncia. Al&eacute;m de serem consumidos in natura, tamb&eacute;m s&atilde;o utilizados na forma de doces, sorvetes, refrescos e, muitas vezes, como flavorizantes em destilados alco&oacute;licos. O uso medicinal de diversas partes da planta tamb&eacute;m j&aacute; foi relatado na literatura, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Os experimentos da pesquisa referente ao artigo publicado foram desenvolvidos no Instituto Federal Goiano (IF Goiano) &ndash; campus Uruta&iacute; e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz\/USP (Esalq\/USP) &ndash; Piracicaba. As sementes foram coletadas das plantas da cole&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies nativas da UEG- Ipameri e teve tamb&eacute;m a parceria da UFG, Goi&acirc;nia.<\/p>\n<p><strong>O artigo<\/strong><br \/>\nPara o artigo foi realizada uma coleta de frutos e extra&ccedil;&atilde;o das sementes. As sementes foram secas em estufa at&eacute; atingirem seis n&iacute;veis diferentes de teor de &aacute;gua, a partir da&iacute; foram obtidas imagens radiografadas das sementes, nos diferentes n&iacute;veis de teor de &aacute;gua. As imagens foram analisadas por meio de software automatizado e foi identificada a ocorr&ecirc;ncia de inj&uacute;rias f&iacute;sicas e o espa&ccedil;o interno livre das sementes em cada n&iacute;vel de &aacute;gua. As conclus&otilde;es foram que:<br \/>\n&ndash; A desidrata&ccedil;&atilde;o das sementes de Campomanesia adamantium &eacute; acompanhada pelo decr&eacute;scimo na viabilidade e vigor;&nbsp;&nbsp; &nbsp;<br \/>\n&ndash; As inj&uacute;rias f&iacute;sicas e o espa&ccedil;o interno livre nas sementes, decorrentes da secagem, aumentam &agrave; medida que s&atilde;o desidratadas;&nbsp;&nbsp; &nbsp;<br \/>\n&ndash; As imagens de Raios-x podem ser utilizadas para avaliar a morfologia interna das sementes; e<br \/>\n&ndash; A morfologia interna est&aacute; relacionada com a germina&ccedil;&atilde;o e o vigor das sementes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-5445\" alt=\"\" class=\"pull-left\" id=\"\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2019\/04\/2404Fapeg2-dc8.jpg\" title=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><strong>Pesquisa fomentada pela Fapeg<\/strong><br \/>\nO projeto de pesquisa de doutorado de &Eacute;rica conta com fomento da Fapeg, por meio da chamada p&uacute;blica 03\/2016, de Bolsas de Forma&ccedil;&atilde;o de Mestrado e Doutorado e visa elucidar v&aacute;rios aspectos relacionados &agrave; fenologia e &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o de Campomanesia adamantium e j&aacute; proporcionou a publica&ccedil;&atilde;o de quatro artigos cient&iacute;ficos. Segundo &Eacute;rica, a fenologia ajuda a entender o comportamento reprodutivo e vegetativo da planta, como por exemplo quando s&atilde;o emitidas folhas novas, flores e frutos. O estudo publicado na revista Agronomy Journal foi um desdobramento da pesquisa da fenologia. Ela conta que a fase de experimentos j&aacute; foi encerrada e que os trabalhos est&atilde;o na fase final de reda&ccedil;&atilde;o da tese.<\/p>\n<p>Os principais resultados obtidos com a tese foram o estabelecimento de padr&otilde;es vegetativos e reprodutivos para a esp&eacute;cie na regi&atilde;o do Cerrado, como a &eacute;poca e os fatores clim&aacute;ticos que interferem na emiss&atilde;o de folhas, flores e frutos na esp&eacute;cie. Isso possibilitar&aacute; o planejamento para coleta de frutos e sementes para extrativismo respons&aacute;vel, armazenamento de sementes em bancos de sementes e produ&ccedil;&atilde;o de mudas. Al&eacute;m disso, a tese possibilitou a gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es que viabilizem o armazenamento e a identifica&ccedil;&atilde;o do potencial fisiol&oacute;gico das sementes, como o potencial de germina&ccedil;&atilde;o e vigor da esp&eacute;cie.<\/p>\n<p>&Eacute;rica &eacute; formada em Agronomia pela UEG, em Ipameri, e desde a gradua&ccedil;&atilde;o, em 2010, desenvolve pesquisas com sementes. Fez mestrado na Unesp em Jaboticabal e agora cursa o doutorado. Professora efetiva do IF Goiano, campus Uruta&iacute;, onde atua desde 2015 ministrando disciplinas na &aacute;rea de sementes e coordenando o laborat&oacute;rio de sementes do campus. Ela conta que, desde a gradua&ccedil;&atilde;o se identificou com a pesquisa cient&iacute;fica e que sempre trabalha com temas relacionados a sementes: desde estudos de dorm&ecirc;ncia, matura&ccedil;&atilde;o e qualidade fisiol&oacute;gica de sementes. &ldquo;Sou apaixonada pela Agronomia, principalmente por trabalhar com a base do desenvolvimento das plantas que s&atilde;o as sementes&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Texto: Helenice Ferreira, da Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o social da Fapeg<\/strong><br \/>\n<strong>Fotos: Le&atilde;o Ara&uacute;jo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista cient&iacute;fica Agronomy Journal, sediada em Madison, Wisconsin, nos Estados Unidos, trouxe na sua edi&ccedil;&atilde;o de fevereiro deste ano, o artigo da pesquisadora &Eacute;rica Fernandes Le&atilde;o Ara&uacute;jo, agr&ocirc;noma, professora efetiva do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), campus Uruta&iacute;. 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