
{"id":10449,"date":"2021-07-29T15:26:55","date_gmt":"2021-07-29T18:26:55","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/agricultura\/brasil-deve-ser-destaque-mundial-no-uso-de-bioinsumos-nos-proximos-anos\/"},"modified":"2021-07-29T15:26:55","modified_gmt":"2021-07-29T18:26:55","slug":"brasil-deve-ser-destaque-mundial-no-uso-de-bioinsumos-nos-proximos-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/brasil-deve-ser-destaque-mundial-no-uso-de-bioinsumos-nos-proximos-anos\/","title":{"rendered":"Brasil deve ser destaque mundial no uso de bioinsumos nos pr\u00f3ximos anos"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-10448\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2021\/07\/Bioinsumos-c83.jpeg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2021\/07\/Bioinsumos-c83.jpeg 768w, https:\/\/goias.gov.br\/agricultura\/wp-content\/uploads\/sites\/50\/2021\/07\/Bioinsumos-c83-300x200.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/p>\n<p>Crescimento do uso desses produtos &eacute; de cerca de 28% ao ano no Brasil. Em 2020, o Mapa registrou 95 defensivos de baixo risco, entre produtos biol&oacute;gicos, microbianos, semioqu&iacute;micos, bioqu&iacute;micos, extratos vegetais, reguladores de crescimento<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Utilizar produtos biol&oacute;gicos para combater pragas e doen&ccedil;as que amea&ccedil;am as planta&ccedil;&otilde;es &eacute; uma tend&ecirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. O consumo de bioinsumos pelos produtores cresce em todo o mundo e o Brasil n&atilde;o ficou para tr&aacute;s. Enquanto o incremento mundial est&aacute; na ordem de 15% ao ano, no Brasil as taxas s&atilde;o quase o dobro: 28%, movimentando mais de R$ 1 bilh&atilde;o, segundo estimativa de pesquisa de mercado realizada pela empresa Spark Smarter Decisions.&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; neste cen&aacute;rio que, em 2020, o Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (Mapa) registrou 95 defensivos de baixo risco, entre produtos biol&oacute;gicos, microbianos, semioqu&iacute;micos, bioqu&iacute;micos, extratos vegetais, reguladores de crescimento. Em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, o aumento &eacute; de 121% no n&uacute;mero de registros. &ldquo;O Brasil ainda n&atilde;o &eacute; protagonista no uso de bioinsumos no mundo, mas, com esse ritmo de crescimento em compara&ccedil;&atilde;o ao mundo, a tend&ecirc;ncia &eacute; que alcancemos as primeiras posi&ccedil;&otilde;es num futuro pr&oacute;ximo&rdquo;, afirma o presidente do Conselho Estrat&eacute;gico do Programa Bioinsumos, Alessandro Cruvinel Fidelis.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo ele, se a expectativa de crescimento se confirmar, at&eacute; a safra de 2022, metade da &aacute;rea planta de soja no pa&iacute;s ter&aacute; recebido, ao menos, uma aplica&ccedil;&atilde;o de bioinsumos. Para atender &agrave; crescente demanda por profissionais capacitados em boas pr&aacute;ticas de produ&ccedil;&atilde;o de bioinsumos no pa&iacute;s, o Mapa lan&ccedil;ou, nesta quinta-feira (8), o primeiro curso sobre produ&ccedil;&atilde;o e controle de qualidade de bioinsumos.&nbsp;<\/p>\n<p>Criado h&aacute; pouco mais de um ano, o Programa Bioinsumos, no entanto, caracteriza essa tecnologia para muito al&eacute;m dos produtos aplicados na lavoura. O termo bioinsumos define ainda os processos e tecnologias &#8211; de origem vegetal, animal ou microbiana -, destinados ao uso nos diversos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;colas, pecu&aacute;rios, aqu&iacute;colas e florestais. Al&eacute;m de estar presente tamb&eacute;m no armazenamento e beneficiamento dos alimentos.&nbsp;<\/p>\n<p>Um exemplo &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de cera de carna&uacute;ba em uma nanoemuls&atilde;o para frutas e legumes, criando uma barreira contra perda de umidade, troca de gases e a&ccedil;&atilde;o microbiana. O resultado &eacute; o aumento de cerca de 15 dias no tempo de prateleira dos produtos, evitando perdas e desperd&iacute;cios de alimentos. A tecnologia foi desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria (Embrapa).&nbsp;<\/p>\n<p>J&aacute; na agropecu&aacute;ria, os bioinsumos podem ser encontrados em produtos veterin&aacute;rios como vacinas, medicamentos, antiss&eacute;pticos, fitoter&aacute;picos dentre outros destinados &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, ao diagn&oacute;stico, &agrave; cura ou ao tratamento das doen&ccedil;as dos animais.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aumento da produtividade e redu&ccedil;&atilde;o de custos<\/strong><br \/>\nO agricultor Adriano Cruvinel come&ccedil;ou a usar bioinsumos na produ&ccedil;&atilde;o da fazenda da fam&iacute;lia, localizada no munic&iacute;pio de Montividiu (GO), a partir de 2017. Primeiro foi realizada a remineraliza&ccedil;&atilde;o do solo com p&oacute; de rocha, depois a defini&ccedil;&atilde;o de quais talh&otilde;es receberiam aplica&ccedil;&atilde;o do adubo pot&aacute;ssio forte numa primeira dose. A experi&ecirc;ncia deu certo e foi comprovada &ldquo;a olho nu&rdquo; no campo nas safras seguintes de milho e soja da fazenda.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos quatro anos, Adriano n&atilde;o utilizou fungicida e, para pr&oacute;xima safra, o teste ser&aacute; a retirada dos inseticidas para o controle de lagartas, mosca branca, percevejo. &ldquo;Os bioinsumos permitem atuar diretamente na causa do problema e n&atilde;o apenas como paliativo. Na natureza h&aacute; uma sinergia entre a biologia e a qu&iacute;mica do solo para criar processos de ecossistemas saud&aacute;veis. Assim, n&atilde;o estamos inventando a roda, apenas aperfei&ccedil;oando t&eacute;cnicas a partir do que a natureza nos mostra&rdquo;, defende.<\/p>\n<p>A produtividade m&eacute;dia da fazenda cresceu 8,6% em rela&ccedil;&atilde;o aos anos anteriores. O custo da produ&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m teve redu&ccedil;&atilde;o, gerando, consequentemente, maior rentabilidade ao produtor. &nbsp;Adriano compara dados das safras de 2014\/2015 com os da 2019\/2020. No primeiro momento, das 53 sacas de soja produzidas por hectare, cerca de 47 delas foram consumidas pelos custos da produ&ccedil;&atilde;o. J&aacute; no segundo cen&aacute;rio, a produtividade cresceu para 66 sacas por hectare enquanto os custos ca&iacute;ram para 21,6 sacas. &ldquo;A partir do segundo ano de inser&ccedil;&atilde;o dos bioinsumos houve uma grande diferen&ccedil;a do custo de produ&ccedil;&atilde;o, com redu&ccedil;&atilde;o a cada safra e com perspectiva de diminui&ccedil;&atilde;o ainda de cerca de 20, 25%&rdquo;, prev&ecirc; o produtor.&nbsp;<\/p>\n<p>Adriano acredita que o uso de bioinsumos &eacute; um caminho sem volta. &ldquo;Quando come&ccedil;amos, l&aacute; atr&aacute;s, er&aacute;mos seis produtores reunidos na associa&ccedil;&atilde;o. Hoje, acredito que, pelo menos, 50% ali de Montividiu j&aacute; est&aacute; produzindo bioinsumos ou comprando esse material de cooperativas da regi&atilde;o ou de outras cidades de estados vizinhos&rdquo;, disse ele ao avaliar o crescimento da tecnologia em seu munic&iacute;pio.&nbsp;<br \/>\nPol&iacute;tica de estado e incentivo&nbsp;<br \/>\nO interesse e o n&uacute;mero de ferramentas para implementar as boas pr&aacute;ticas est&atilde;o em constante acelera&ccedil;&atilde;o. Isso demonstra credibilidade no Programa Nacional de Bioinsumos como estrat&eacute;gia do governo em institucionalizar a tecnologia e estimular o uso de bioinsumos.&nbsp;<\/p>\n<p>Tanto que o Plano Safra 2021\/2022 fortaleceu linhas de cr&eacute;dito para Inovagro, abrangendo o financiamento para a constru&ccedil;&atilde;o de biof&aacute;bricas. Assim, os produtores poder&atilde;o financiar recursos para a aquisi&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&otilde;es para a implanta&ccedil;&atilde;o ou amplia&ccedil;&atilde;o de unidades de produ&ccedil;&atilde;o de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso pr&oacute;prio.&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto nacional de bioinsumos do Mapa tamb&eacute;m j&aacute; se desdobrou em incentivo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de programas estaduais. O primeiro deles, foi aprovado em Goi&aacute;s, onde est&aacute; localizada a fazenda do Adriano. Os estados de Mato Grosso e o Distrito Federal tamb&eacute;m come&ccedil;aram a desenvolver seus programas.&nbsp;<\/p>\n<p>Os dados e a replica&ccedil;&atilde;o de iniciativas para a utiliza&ccedil;&atilde;o de bioinsumos na produ&ccedil;&atilde;o nacional devem ser comemorados e traduzem um movimento de revolu&ccedil;&atilde;o na forma de se produzir os alimentos, enfatiza a ministra Tereza Cristina. &nbsp;&ldquo;Investir nos bioinsumos e pensar estrategicamente na agricultura de base biol&oacute;gica &eacute; a resposta que o nosso pa&iacute;s d&aacute; ao mundo para continuar confirmando que nosso agro &eacute; sustent&aacute;vel e inovador&rdquo;, pontua.<\/p>\n<p><strong>Informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (Mapa)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crescimento do uso desses produtos &eacute; de cerca de 28% ao ano no Brasil. 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