

{"id":16848,"date":"2021-04-29T07:55:44","date_gmt":"2021-04-29T10:55:44","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/abc\/livros-objetos-de-ostentacao-e-transformacao\/"},"modified":"2021-04-29T07:55:44","modified_gmt":"2021-04-29T10:55:44","slug":"livros-objetos-de-ostentacao-e-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/livros-objetos-de-ostentacao-e-transformacao\/","title":{"rendered":"Livros: objetos de ostenta\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-16847\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5.png\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5.png 1280w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5-300x169.png 300w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5-1024x576.png 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5-768x432.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>O livro &eacute; muito antigo na hist&oacute;ria do mundo, mas com o surgimento da imprensa tudo mudou e aquilo que ficava nas m&atilde;os e sob os olhos de poucos pode circular e alcan&ccedil;ar mais pessoas<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Anos atr&aacute;s, fomos testemunhas de uma revolu&ccedil;&atilde;o: a chegada da computa&ccedil;&atilde;o pessoal e, posteriormente, a populariza&ccedil;&atilde;o da internet. Tais eventos prometeram informa&ccedil;&atilde;o variada, r&aacute;pida e (quase) gratuita. &Eacute; poss&iacute;vel, como se dizia &agrave; &eacute;poca, que todo o conhecimento produzido at&eacute; ent&atilde;o estaria ao alcance dos dedos de qualquer um que tivesse as ferramentas adequadas e a curiosidade necess&aacute;ria para acessar este universo de saber e, por que n&atilde;o, entretenimento.<\/p>\n<p>Mesmo sendo revolucion&aacute;ria, essa n&atilde;o foi a primeira vez que a humanidade esteve diante de um momento de viragem t&atilde;o significativo no modo como se poderia ter acesso ao conhecimento, &agrave; opini&atilde;o e mesmo a novas formas de lazer, redefinidas por um objeto e um m&eacute;todo que hoje parece simples e comum, mas possibilitou revolu&ccedil;&otilde;es de diversos tipos, levando a humanidade para um novo patamar.<\/p>\n<h2>A origem deste equipamento sem igual<\/h2>\n<p>O livro n&atilde;o &eacute; exatamente uma novidade. Sociedades de per&iacute;odos anteriores ao medieval j&aacute; reuniam seus escritos em volumes costurados para facilitar o manuseio e o transporte. Os rolos de papiro, couro ou outros suportes onde se escreviam ideias, c&oacute;digos de leis ou observa&ccedil;&otilde;es sobre o mundo e mesmo os blocos de argila onde foram registrados os primeiros contratos conhecidos de compra e venda j&aacute; tinham ca&iacute;do em desuso &agrave; medida em que este objeto compacto e port&aacute;til se popularizava entre os letrados.<\/p>\n<p>Por&eacute;m todos os formatos careciam de uma praticidade que s&oacute; surgiu no final do S&eacute;culo XV: a possibilidade de uma c&oacute;pia r&aacute;pida e exata, e o nome que essa t&eacute;cnica inventada por Gutemberg passou a ser conhecida como imprensa. Assim se pode produzir livros muito mais rapidamente, pois voc&ecirc; apenas precisava preparar uma vers&atilde;o do original para ser &ldquo;carimbado&rdquo; nas folhas em branco. Isso tornou o processo de produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o de livros muito mais barato e r&aacute;pido. Com o tempo, passou a ser comum a circula&ccedil;&atilde;o de livros &ndash; em l&iacute;ngua nacional e n&atilde;o mais em latim &ndash; e mesmo as tradu&ccedil;&otilde;es, o que ofereceu acesso a novos conte&uacute;dos e uma amplia&ccedil;&atilde;o do universo de pessoas atingidas por essas informa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<h2>Mais que um objeto de luxo<\/h2>\n<p>A imprensa demorou v&aacute;rios anos para chegar e estabelecer-se no Brasil, pois s&oacute; depois da chegada da corte portuguesa no Rio de Janeiro em 1808 houve autoriza&ccedil;&atilde;o oficial para a instala&ccedil;&atilde;o de prensas e impressores na col&ocirc;nia. Antes disso, as poucas tentativas estavam ou ligadas a miss&otilde;es religiosas, ou algumas iniciativas de &ldquo;homenagem pol&iacute;tica autofinanciada&rdquo;.<\/p>\n<p>Mas com a possibilidade real surgida com a autoriza&ccedil;&atilde;o de 1808, passaram a surgir diversas &ldquo;casa publicadores&rdquo; em diversas cidades do pa&iacute;s. Muitas dessas eram apenas gr&aacute;ficas que produziam especialmente jornais, mas iniciaram tamb&eacute;m a produ&ccedil;&atilde;o de folhetos, almanaques e mesmo pequenos livros.<\/p>\n<p>No final do segundo reinado aumentou n&atilde;o s&oacute; a produ&ccedil;&atilde;o de livros com autores locais como a importa&ccedil;&atilde;o e publica&ccedil;&atilde;o de autores estrangeiros. O Rio de Janeiro tornou-se nesse per&iacute;odo o principal centro publicador (posi&ccedil;&atilde;o tomada por S&atilde;o Paulo s&oacute; no S&eacute;culo XX) e muitas livrarias tinham suas pr&oacute;prias editoras.<\/p>\n<p>Foi nos anos 1930 que o mercado dos livros teve a grande virada, com a iniciativa de Monteiro Lobato de produzir seu livro Urup&ecirc;s na gr&aacute;fica do jornal O Estado de S. Paulo e por meio da rede comercial do jornal oferecer o livro para ser vendido em outros espa&ccedil;os al&eacute;m das livrarias, como farm&aacute;cias, emp&oacute;rios a&ccedil;ougues e lojas de todo o tipo de material. Essa pr&aacute;tica possibilitou uma populariza&ccedil;&atilde;o do livro, que tornou-se um bem mais acess&iacute;vel e portanto mais pr&oacute;ximo das pessoas, mesmo que o analfabetismo de ent&atilde;o fosse uma quest&atilde;o bastante presente na popula&ccedil;&atilde;o brasileira.<\/p>\n<h2>Livros em Goi&aacute;s<\/h2>\n<p>Goi&aacute;s teve um desenvolvimento muito particular da ind&uacute;stria gr&aacute;fica. Estando localizado longe dos centros urbanos mais pulsantes culturalmente, a produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria ocorria de forma mais restrita. Muitas obras goianas acabaram sendo impressas fora do estado, fosse em Belo Horizonte, S&atilde;o Paulo e mesmo na antiga capital federal.<\/p>\n<p>Foram marcos ainda hoje lembrados na produ&ccedil;&atilde;o de livros localmente a livraria Oi&oacute;, que dos anos 1950 at&eacute; os 1970 serviu de refer&ecirc;ncia para quem buscava uma op&ccedil;&atilde;o goiana para comprar e publicar livros. Sem editoras de destaque nacional, a produ&ccedil;&atilde;o liter&aacute;ria goiana dependeu muito do subs&iacute;dio governamental, fosse pelo uso das oficinas da Imprensa Oficial do Estado, fosse pelo investimento direto, por meio de financiamentos e patroc&iacute;nios, e das gr&aacute;ficas de jornais, que produziram muitos livros &ldquo;do autor&rdquo; ou em parceria com editoras locais.<\/p>\n<p>Monteiro Lobato &eacute; um personagem bastante controverso na hist&oacute;ria do pensamento brasileiro, com posi&ccedil;&otilde;es consideradas hoje em dia como racistas e de um nacionalismo arraigado, mas ainda assim podemos observ&aacute;-lo como um incentivador da leitura e, por isso mesmo, do livro. E este objeto poderia, com seu acesso mais universalizado, moldar a sociedade e transform&aacute;-la. E voc&ecirc;, que tal contribuir para a mudan&ccedil;a e come&ccedil;ar a ler um livro hoje?<\/p>\n<p><strong>Givaldo Corcinio &ndash; historiador &ndash; ABC Digital<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro &eacute; muito antigo na hist&oacute;ria do mundo, mas com o surgimento da imprensa tudo mudou e aquilo que ficava nas m&atilde;os e sob os olhos de poucos pode circular e alcan&ccedil;ar mais pessoas<\/p>\n","protected":false},"author":249,"featured_media":16847,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-16848","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5.png",1280,720,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5.png",1280,720,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5.png",1280,720,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5-1024x576.png",1024,576,true],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5.png",1280,720,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/04\/2904_TBT_LIVRO-3f5.png",1280,720,false]},"rttpg_author":{"display_name":"alessandrobernardes","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/author\/alessandrobernardes\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/categoria\/institucional\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"O livro &eacute; muito antigo na hist&oacute;ria do mundo, mas com o surgimento da imprensa tudo mudou e aquilo que ficava nas m&atilde;os e sob os olhos de poucos pode circular e alcan&ccedil;ar mais pessoas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/249"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16848"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16848\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16847"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}