
{"id":16703,"date":"2021-03-18T11:24:12","date_gmt":"2021-03-18T14:24:12","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/abc\/entre-fantasias-suor-e-lagrimas-o-circo-continua-um-grande-espetaculo\/"},"modified":"2021-03-18T11:24:12","modified_gmt":"2021-03-18T14:24:12","slug":"entre-fantasias-suor-e-lagrimas-o-circo-continua-um-grande-espetaculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/entre-fantasias-suor-e-lagrimas-o-circo-continua-um-grande-espetaculo\/","title":{"rendered":"Entre fantasias, suor e l\u00e1grimas, o circo continua um grande espet\u00e1culo"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-16702\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175.png\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175.png 1280w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175-300x169.png 300w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175-1024x576.png 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175-768x432.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>J&aacute; foi lugar de devaneios, de animais ferozes e de proezas inimagin&aacute;veis. Ainda hoje, mesmo que longe da sua pr&oacute;pria lona, o circo ainda traz alegria e encantamento para quem olha o trapezista, o palha&ccedil;o e outros artistas que fazem o maior espet&aacute;culo da terra acontecer<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O maior espet&aacute;culo da Terra. Com essa divisa, a nossa mem&oacute;ria &eacute; ativada e um grande desfile de personagens e cenas &eacute; trazido a luz. Palha&ccedil;os, malabaristas, m&aacute;gicos e animais proporcionam v&aacute;rios momentos singulares que s&atilde;o lembrados ou pelo menos narrados afetivamente para a constru&ccedil;&atilde;o de uma imagem do que seria o circo. Mesmo que hoje ele esteja bem diferente de certas imagens popularizadas, como com a proibi&ccedil;&atilde;o do uso de animais nos espet&aacute;culos, o circo ainda &eacute; muito presente no espet&aacute;culo cotidiano da vida.<\/p>\n<h2>Origem e personagens<\/h2>\n<p>O circo &eacute; na verdade um conceito: uma reuni&atilde;o de artistas com diferentes habilidades que viajam entre as localidades para apresentar um espet&aacute;culo com v&aacute;rias cenas. H&aacute; registros que apontam a exist&ecirc;ncia desses grupos entre eg&iacute;pcios, maias, chineses e romanos. Se as artes que est&atilde;o presentes no circo datam de 4000 ou 3000 anos antes do presente, a itiner&acirc;ncia de &ldquo;fam&iacute;lias mambembes&rdquo; &eacute; uma caracter&iacute;stica da Idade M&eacute;dia europeia. J&aacute; a organiza&ccedil;&atilde;o do picadeiro &eacute; bem mais recente, desde os anos 1760, quando iniciam os shows com apresenta&ccedil;&otilde;es equestres, malabares e esquetes c&ocirc;micas na Inglaterra.<\/p>\n<p>E aparecem para o &ldquo;respeit&aacute;vel p&uacute;blico&rdquo; shows ao gosto de cada regi&atilde;o. O palha&ccedil;o europeu &eacute; distinto do norte-americano ou brasileiro. Aquele trabalhava com a m&iacute;mica e era muito mais s&uacute;til na sua apresenta&ccedil;&atilde;o, j&aacute; o brasileiro &eacute; mais falante e faz uma &ldquo;com&eacute;dia corporal&rdquo;. O circo norte-americano tem uma presen&ccedil;a do bizarro e do inusitado, enquanto nos asi&aacute;ticos a capacidade de p&ocirc;r o corpo sob press&atilde;o, com contorcionismos e provas de equil&iacute;brio &eacute; o que encontramos. Em v&aacute;rios deles, a exibi&ccedil;&atilde;o de animais selvagens de terras distantes acabava por ser o elemento que atra&iacute;a mais aten&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico.<\/p>\n<h2>Esfor&ccedil;os e medos<\/h2>\n<p>Por muitas vezes essa paisagem de espet&aacute;culo, riso e deslumbramento n&atilde;o deixa antever todo o esfor&ccedil;o e o trabalho que os artistas de circo precisam empregar na elabora&ccedil;&atilde;o das cenas. S&atilde;o meses de estudo e treinos para conseguir fazer proezas com o corpo. Al&eacute;m disso, o circo e seus artistas s&atilde;o muito marcados pelo preconceito, o medo e a fantasia das popula&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o ao estrangeiro e ao errante. A imagem de uma vida livre, sem amarras com a cidade ou com o cotidiano gerava o desejo nas pessoas de pequenas comunidades de que &ldquo;fugir com o circo&rdquo; seria uma solu&ccedil;&atilde;o &uacute;ltima para as dificuldades cotidianas Na Idade M&eacute;dia, as pessoas temiam aqueles que circulavam sem destino. Tal medo reverberou at&eacute; a atualidade, onde nas periferias havia &ldquo;lendas urbanas&rdquo; que associavam certos artistas com o sumi&ccedil;o e assassinato de crian&ccedil;as e outros crimes.<\/p>\n<p>Mas tamb&eacute;m houve l&aacute;grimas de tristeza sob a lona colorida dos circos. Estruturas improvisadas ou mesmo a&ccedil;&otilde;es deliberadas causaram grandes traumas em certas ocasi&otilde;es. Al&eacute;m de mortes de artistas no picadeiro, por conta de erro de execu&ccedil;&atilde;o dos n&uacute;meros ou acidentes com animais, houve casos emblem&aacute;ticos como o inc&ecirc;ndio Hartford Circus, com 169 pessoas mortas em 1944, ou no Cleveland Circus, em 1942, quando mais de uma centena de animais morreram queimados ou precisaram ser sacrificados devido &agrave;s queimaduras, ambos nos EUA. Contudo o mais mortal de todos ocorreu no Brasil, em 1961, com mais de 500 mortos devido ao inc&ecirc;ndio na lona do Gran Circo Norte-Americano que se apresentava em Niter&oacute;i, Rio de Janeiro, para um p&uacute;blico de mais de 3 mil pessoas.<\/p>\n<h2>O circo no Brasil &ndash; origem e import&acirc;ncia<\/h2>\n<p>O circo no Brasil ganha for&ccedil;a j&aacute; no S&eacute;culo XIX, com o aumento do fluxo de imigrantes europeus chegando depois da independ&ecirc;ncia. E ele transformou-se em algo que foi muito al&eacute;m do entretenimento, acabou sendo um vetor de cultura muito importante. Sob as lonas de muitos circos, chegavam ao interior e &agrave;s periferias at&eacute; bem pouco tempo apresenta&ccedil;&otilde;es teatrais, &agrave;s vezes at&eacute; mesmo encena&ccedil;&otilde;es de hist&oacute;rias cl&aacute;ssicas, adaptadas por palha&ccedil;os e outros artistas e shows de cantores. Em alguns momentos mais restritivos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; liberdade de express&atilde;o no pa&iacute;s, os circos precisavam enviar sua programa&ccedil;&atilde;o previamente para a pol&iacute;cia ou ao censor.<\/p>\n<p>A televis&atilde;o deve aos picadeiros e seus animadores, sendo que os primeiros programas infantis eram emula&ccedil;&otilde;es de desses com brincadeiras dirigidas por palha&ccedil;os, como Carequinha, Arrelia e Torresmo. Foi um deles, o Piolin (nome art&iacute;stico de Abelardo Pinto, que chegou a ser tido como o melhor palha&ccedil;o do mundo) que acabou sendo homenageado como s&iacute;mbolo do circo. A data do seu anivers&aacute;rio foi a escolhida para celebrar o dia nacional do circo. Internacionalmente, 27 de mar&ccedil;o &eacute; conhecido como Dia do Teatro, em contrapartida, foi estabelecido em 2010 que o terceiro s&aacute;bado do m&ecirc;s de abril passaria a ser considerado o &ldquo;Dia mundial do Circo&rdquo;.<\/p>\n<h2>Vida circense se aprende<\/h2>\n<p>As diversas apresenta&ccedil;&otilde;es de um circo exigem destreza e treino. E como v&aacute;rias outras artes, se aprende na academia. O Brasil tem algumas escolas de circo, a mais significativa &eacute; a &ldquo;Escola Nacional de Circo&rdquo;, fundada em 1982 no Rio de Janeiro. Em Goi&aacute;s, entre outros temos o Circo Basileu Fran&ccedil;a, criado em 2003, &eacute; uma escola administrada pelo governo do Estado. Em 1994 surgiu o Circo Laheto, que &eacute; um projeto social que atende crian&ccedil;as e adolescentes.<\/p>\n<p>As artes que o circo congrega encantam as pessoas e ele &eacute; tema de um outro sem n&uacute;mero de obras de arte, de m&uacute;sica a filmes. E buscando criar formas inovadoras de passar a tradi&ccedil;&atilde;o para frente, os artistas circenses vislumbram manter o encanto desse espet&aacute;culo ainda mais grandioso. Com ou sem goiabada&#8230;<\/p>\n<p><strong>Givaldo Corcinio &ndash; historiador &ndash; ABC Digital<\/strong><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J&aacute; foi lugar de devaneios, de animais ferozes e de proezas inimagin&aacute;veis. Ainda hoje, mesmo que longe da sua pr&oacute;pria lona, o circo ainda traz alegria e encantamento para quem olha o trapezista, o palha&ccedil;o e outros artistas que fazem o maior espet&aacute;culo da terra acontecer<\/p>\n","protected":false},"author":249,"featured_media":16702,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-16703","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175.png",1280,720,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175.png",1280,720,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175.png",1280,720,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175-1024x576.png",1024,576,true],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175.png",1280,720,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/03\/1803_TBT_CIRCO_16x9-175.png",1280,720,false]},"rttpg_author":{"display_name":"alessandrobernardes","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/author\/alessandrobernardes\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/categoria\/institucional\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"J&aacute; foi lugar de devaneios, de animais ferozes e de proezas inimagin&aacute;veis. Ainda hoje, mesmo que longe da sua pr&oacute;pria lona, o circo ainda traz alegria e encantamento para quem olha o trapezista, o palha&ccedil;o e outros artistas que fazem o maior espet&aacute;culo da terra acontecer","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16703","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/249"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16703"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16703\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16702"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16703"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16703"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16703"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}