

{"id":16444,"date":"2021-02-03T18:13:35","date_gmt":"2021-02-03T21:13:35","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/abc\/do-livro-do-ano-a-cambridge-analytica-facebook-as-redes-sociais-e-a-informacao-de-cada-dia\/"},"modified":"2021-02-03T18:13:35","modified_gmt":"2021-02-03T21:13:35","slug":"do-livro-do-ano-a-cambridge-analytica-facebook-as-redes-sociais-e-a-informacao-de-cada-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/do-livro-do-ano-a-cambridge-analytica-facebook-as-redes-sociais-e-a-informacao-de-cada-dia\/","title":{"rendered":"Do livro do ano \u00e0 Cambridge Analytica: Facebook, as redes sociais e a informa\u00e7\u00e3o de cada dia"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-16443\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/02\/0402_TBT_FACEBOOK_16x9-289.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/02\/0402_TBT_FACEBOOK_16x9-289.jpeg 1280w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/02\/0402_TBT_FACEBOOK_16x9-289-300x169.jpeg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/02\/0402_TBT_FACEBOOK_16x9-289-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2021\/02\/0402_TBT_FACEBOOK_16x9-289-768x432.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>O que um dia foi apenas &ldquo;uma fun&ccedil;&atilde;o&rdquo; dentro da internet tornou-se quase que seu pr&oacute;prio sin&ocirc;nimo no cotidiano das pessoas. As redes sociais aproximam &ndash; e distanciam &ndash; pessoas por conta de seus pontos de vista, gostos e percep&ccedil;&otilde;es de mundo. Mas elas n&atilde;o prestam esse &ldquo;servi&ccedil;o&rdquo; gratuitamente<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Voc&ecirc; j&aacute; olhou o que seus amigos &ndash; e n&atilde;o t&atilde;o amigos assim &ndash; fizeram hoje? Para muitas pessoas, a vida social foi transposta para a internet, e a pr&oacute;pria internet &eacute; uma s&eacute;rie de &ldquo;lugares&rdquo; onde se pode ver e ser visto, conversar e expor que se fez e o que se deseja do cotidiano. Essa imagem &eacute; distante do que foi pensado para a internet nos anos 1970 e 1980, quando ela come&ccedil;ou a servir de &ldquo;infovia&rdquo; entre universidades, &oacute;rg&atilde;os do governo e corpora&ccedil;&otilde;es. Mas tornou-se comum nos &uacute;ltimos anos que ao dizer &ldquo;vi na internet&rdquo; signifique &ldquo;vi em uma rede social&rdquo;. Essa associa&ccedil;&atilde;o fortaleceu-se com a populariza&ccedil;&atilde;o dos smartphones, pelos diversos aplicativos presentes nativamente neles e do acesso &agrave; internet mais facilitado.<\/p>\n<p>Mesmo que s&oacute; tenham se popularizado nos &uacute;ltimos anos, redes sociais est&atilde;o presentes na vida dos usu&aacute;rios de computadores desde o in&iacute;cio das conex&otilde;es de rede. At&eacute; os anos 1970 essas conex&otilde;es n&atilde;o eram t&atilde;o comuns e os computadores funcionavam de modo individual, isoladamente. A internet possibilitou uma descentraliza&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es inform&aacute;ticas, com informa&ccedil;&otilde;es podendo estar armazenadas em diversos lugares diferentes e sendo trocadas por meio de cabos ou impulsos telef&ocirc;nicos, n&atilde;o precisando de um &ldquo;computador central&rdquo; (&eacute; essa arquitetura descentralizada que d&aacute; origem e sentido &agrave; internet). Nesse contexto surgem as BBS (Bulletin Board System), esp&eacute;cie de concentradores de informa&ccedil;&otilde;es onde associados podiam conectar-se a um servidor por meio do conjunto computador pessoal e telefone para trocar recados e not&iacute;cias com outros usu&aacute;rios e acessar arquivos disponibilizados pelos usu&aacute;rios. Com a chegada da &ldquo;web&rdquo; propriamente dita, que tinha no uso de imagens e links para disponibilizar e acessar informa&ccedil;&otilde;es seu diferencial, as BBS perderam usu&aacute;rios. Mas o desejo de trocar informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o diminuiu.<\/p>\n<h2>O boom das redes<\/h2>\n<p>A partir dos anos 2000 houve uma grande expans&atilde;o desse tipo de plataforma. Algumas delas bastante especializadas: fotos, v&iacute;deos curtos, &aacute;udio, &ldquo;recortes&rdquo; de outros sites, recados curtos, outras bastante generalistas, acabam abarcando diversas fun&ccedil;&otilde;es, possibilitando a troca de quase qualquer tipo de material entre seus associados.<\/p>\n<p>Mesmo possibilitando a troca de informa&ccedil;&otilde;es entre usu&aacute;rios, especialistas e estudiosos n&atilde;o consideram servi&ccedil;os e sites de mensageiros (Messenger, ICQ, MSN, IRC, WhatsApp, Telegram ou afins) como redes sociais, pois o acesso e difus&atilde;o de conte&uacute;dos neles &eacute; restrito.<\/p>\n<p>Assim, foram sites como Orkut, rede criada pelo Google e que funcionou entre 2004 e 2014, que possibilitam a expans&atilde;o de um modelo de uso da internet que juntou mensageiros, not&iacute;cias, BBS, f&oacute;runs de discuss&atilde;o e diversos outros servi&ccedil;os existentes na internet em um s&oacute; espa&ccedil;o.<\/p>\n<h2>Dom&iacute;nio do Facebook<\/h2>\n<p>Atualmente a rede social que tem mais usu&aacute;rios ativos &eacute; o Facebook, com quase 2 bilh&otilde;es e 800 milh&otilde;es de usu&aacute;rios no mundo. Criada em 2004, a rede social tem muita hist&oacute;ria para contar e mostrar. Al&eacute;m dos usu&aacute;rios diretamente conectados a ela, a empresa conta ainda com outros dois aplicativos muito populares, a rede social de imagens Instagram, com aproximadamente 1 bilh&atilde;o e 170 milh&otilde;es de usu&aacute;rios e o aplicativo de mensagens WhatsApp, com 2 bilh&otilde;es de usu&aacute;rios no mundo &ndash; 120 milh&otilde;es s&oacute; no Brasil.<\/p>\n<p>O surgimento do Facebook (ou face para os usu&aacute;rios mais &ldquo;&iacute;ntimos&rdquo; da rede de Mark Zuckerberg) est&aacute; ligado com o costume norte-americano das escolas criarem um &ldquo;livro do ano&rdquo; com fotos e pequenas notas sobre seus alunos e acontecimentos do ano anterior a publica&ccedil;&atilde;o. No caso, quando ele criou o Facemash (esp&eacute;cie de predecessor do Facebook), cuja ideia era comparar duas imagens de estudantes cadastrados no sistema. Desde sua origem os sites passaram por questionamentos legais sobre seu acesso e uso de informa&ccedil;&otilde;es pessoais daqueles que estavam cadastrados na plataforma. Se a primeira vers&atilde;o do seu site (o Facemash) teve que ser fechada, sua segunda experi&ecirc;ncia (o Facebook) tornou-se um sucesso planet&aacute;rio, recebendo investimentos de grandes corpora&ccedil;&otilde;es e ela pr&oacute;pria passando a ser uma corpora&ccedil;&atilde;o poderosa.<\/p>\n<h2>Novos problemas<\/h2>\n<p>O crescimento do Facebook e de outras empresas, como a Amazon e a Apple, tem causado preocupa&ccedil;&otilde;es sobre o uso das informa&ccedil;&otilde;es criadas dentro dessas plataformas. Em 2018, eclodiu o esc&acirc;ndalo da &ldquo;Cambridge Analytica&rdquo;, quando se tornou p&uacute;blico que havia um acordo entre a empresa de mesmo nome e o Facebook de coleta de informa&ccedil;&otilde;es e direcionamento de publicidade, causando acusa&ccedil;&otilde;es de manipula&ccedil;&atilde;o de elei&ccedil;&otilde;es em lugares como Brasil, &Iacute;ndia, Reino Unido e EUA.<\/p>\n<p>Mais recentemente, acusa&ccedil;&otilde;es contra a pol&iacute;tica de replica&ccedil;&atilde;o de mensagens, que possibilitou a difus&atilde;o de conte&uacute;dos enganosos, se abateu sobre o WhatsApp, aplicativo de mensagens que &eacute; propriedade do Facebook e o an&uacute;ncio de compartilhamento de informa&ccedil;&otilde;es entre as duas plataformas aumentaram ainda mais as cr&iacute;ticas sobre a companhia de Zuckerberg.<\/p>\n<p>Se antes dos computadores e da internet as redes sociais demandavam a presen&ccedil;a f&iacute;sica dos indiv&iacute;duos nos lugares, deslocamento e um grande investimento para &ldquo;aparecer bem na foto&rdquo;, com plataformas como o Facebook, esses investimentos se juntaram a um outro, menos vis&iacute;vel para muitos, que &eacute; a cess&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e dados que s&atilde;o, no fundo, o verdadeiro produto que as redes sociais podem explorar de seus usu&aacute;rios.<\/p>\n<p><strong>Givaldo Corcinio &ndash; historiador &ndash; ABC Digital<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que um dia foi apenas &ldquo;uma fun&ccedil;&atilde;o&rdquo; dentro da internet tornou-se quase que seu pr&oacute;prio sin&ocirc;nimo no cotidiano das pessoas. 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