

{"id":14684,"date":"2020-04-03T19:09:31","date_gmt":"2020-04-03T22:09:31","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/abc\/memoria-de-medos-doutros-tempos-variola-bexigas-e-bexiguentos-em-goias\/"},"modified":"2020-04-03T19:09:31","modified_gmt":"2020-04-03T22:09:31","slug":"memoria-de-medos-doutros-tempos-variola-bexigas-e-bexiguentos-em-goias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/memoria-de-medos-doutros-tempos-variola-bexigas-e-bexiguentos-em-goias\/","title":{"rendered":"Mem\u00f3ria de Medos d\u2019Outros Tempos: Var\u00edola, bexigas e bexiguentos em Goi\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-14635\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0.jpeg 1280w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0-300x169.jpeg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0-768x432.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><\/p>\n<p>Goi&aacute;s durante muito tempo teve uma esp&eacute;cie de barreira natural para o v&iacute;rus, j&aacute; que a viagem para essa parte do pa&iacute;s demorava tanto que ou o indiv&iacute;duo chegava curado &ndash; apesar das marcas que &ldquo;ganhava&rdquo; no rosto e no corpo &ndash; ou n&atilde;o chegava, ficando pelo caminho<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<blockquote>\n<p>&ldquo;Ao fundo, por tr&aacute;s do balc&atilde;o, estava sentada uma mulher, cujo rosto amarelo e bexiguento n&atilde;o se destacava logo, &agrave; primeira vista; mas logo que se destacava era um espet&aacute;culo curioso. N&atilde;o podia ter sido feia; ao contr&aacute;rio, via-se que fora bonita, e n&atilde;o pouco bonita; mas a doen&ccedil;a e uma velhice precoce, destru&iacute;am-lhe a flor das gra&ccedil;as. As bexigas tinham sido terr&iacute;veis; os sinais, grandes e muitos, faziam sali&ecirc;ncias e encarnas, declives e aclives, e davam uma sensa&ccedil;&atilde;o de lixa grossa, enormemente grossa.&rdquo;<br \/>\n(Mem&oacute;rias p&oacute;stumas de Br&aacute;s Cubas)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A descri&ccedil;&atilde;o acima foi feita por Machado de Assis e traz alguns dos aspectos mais gritantes dessa que foi uma das doen&ccedil;as mais antigas com a qual o homem teve que lidar: a var&iacute;ola. Existem registros dela desde o Egito antigo e em 1980 foi considerada erradicada pela OMS por meio da vacina&ccedil;&atilde;o. J&aacute; se encontravam receitas de imuniza&ccedil;&atilde;o usando-se pus ou p&oacute; das feridas secas do doente em pessoas saud&aacute;veis (isso era chamado de varioliza&ccedil;&atilde;o) desde o ano 1000 na &Iacute;ndia e na China. Isso devia-se pela observa&ccedil;&atilde;o de que s&oacute; se adoecia uma vez de var&iacute;ola e pela percep&ccedil;&atilde;o de que uma forma mais atenuada da doen&ccedil;a tamb&eacute;m poderia oferecer ao indiv&iacute;duo imunidade a ela.<\/p>\n<p>Goi&aacute;s durante muito tempo teve uma esp&eacute;cie de barreira natural para o v&iacute;rus, pois a sua dist&acirc;ncia dos centros urbanos e sua baixa densidade populacional dificultavam a &ldquo;importa&ccedil;&atilde;o&rdquo; da doen&ccedil;a, j&aacute; que a viagem para essa parte do pa&iacute;s demorava tanto que se algu&eacute;m doente viajasse para c&aacute;, ao chegar j&aacute; tinha passado o per&iacute;odo de transmiss&atilde;o. Assim ou o indiv&iacute;duo chegava curado &ndash; apesar das marcas que &ldquo;ganhava&rdquo; no rosto e no corpo &ndash; ou n&atilde;o chegava, ficando pelo caminho.<\/p>\n<p>Assim, enquanto o litoral do pa&iacute;s, com os espa&ccedil;os urbanos mais populosos, volta e meia enfrentava surtos de var&iacute;ola, Goi&aacute;s tinha poucas ocorr&ecirc;ncias significantes at&eacute; meados do s&eacute;culo XIX. At&eacute; esse per&iacute;odo, ficaram registrados um surto entre os &iacute;ndios Caiap&oacute; da aldeia de S&atilde;o Jos&eacute; de Mossamedes em 1771 e outro em Meia Ponte (hoje Piren&oacute;polis) em 1811.<\/p>\n<p>Se at&eacute; ent&atilde;o Goi&aacute;s gozou de uma situa&ccedil;&atilde;o &iacute;mpar, quase n&atilde;o sendo assolada pela doen&ccedil;a, os s&eacute;culos XIX e XX testemunham uma mudan&ccedil;a significativa. &ldquo;Aproximando-o&rdquo; especialmente de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, capital do pa&iacute;s e foco de muitas epidemias, as melhorias na liga&ccedil;&atilde;o entre Goi&aacute;s e o resto do pa&iacute;s facilitaram tamb&eacute;m a chegada do v&iacute;rus. Quando a ferrovia chega a Araguari (MG) em 1896 e a constru&ccedil;&atilde;o da Estrada de Ferro Goi&aacute;s a partir de 1910, observa-se surtos mais frequentes de var&iacute;ola.<\/p>\n<p>No s&eacute;culo XIX passa a desenvolver-se t&eacute;cnicas mais elaboradas para a imuniza&ccedil;&atilde;o e, junto com ela, surpreendentemente, mais casos de rejei&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica s&atilde;o relatados. Muito se fala da Revolta da Vacina, ocorrida em 1904 no Rio de Janeiro, onde parte da popula&ccedil;&atilde;o, recrutas da Escola Militar da Praia Vermelha, religiosos e pol&iacute;ticos da oposi&ccedil;&atilde;o ao governo Rodrigues Alves foram &agrave;s ruas contra a campanha de vacina&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria promovida pelo sanitarista Osvaldo Cruz, na esteira das reformas urbanas promovidas no Brasil. Goi&aacute;s tamb&eacute;m teve seus levantes contra campanha de imuniza&ccedil;&atilde;o vac&iacute;nica, por&eacute;m muito antes. Em 1831, por exemplo, a popula&ccedil;&atilde;o da cidade de Goi&aacute;s &ldquo;exilou&rdquo; o presidente da prov&iacute;ncia e sua fam&iacute;lia para uma quarentena em um s&iacute;tio a tr&ecirc;s l&eacute;guas (aproximadamente 18 quil&ocirc;metros) depois que alguns membros dela terem se vacinado, por temor de que os vacinados pudessem transmitir a doen&ccedil;a. Tal medo devia-se, provavelmente, pelo m&eacute;todo de vacina&ccedil;&atilde;o, bra&ccedil;o-a-bra&ccedil;o. Nesse m&eacute;todo, depois de vacinado, o indiv&iacute;duo deveria voltar ao polo vacinador para que fosse retirada a &ldquo;linfa vac&iacute;nica&rdquo;, o &ldquo;resultado&rdquo; da inocula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus da <em>var&iacute;ola bovina<\/em> e que serviria para a vacina&ccedil;&atilde;o de outros indiv&iacute;duos. Note-se que no processo, costumava-se ferir o bra&ccedil;o da pessoa a ser vacinada, o que acabava transmitindo s&iacute;filis para o paciente.<\/p>\n<p>A s&iacute;filis era uma doen&ccedil;a bastante comum, por&eacute;m carregava um forte apelo moral, sendo vista como fruto de um pecado individual &ndash; ligado normalmente a uma vida sexual desregrada &ndash; ao passo que a var&iacute;ola era vista como consequ&ecirc;ncia de um pecado coletivo e, por tanto, um castigo divino. Assim, ter uma vacina que evitasse tal castigo era visto como &ldquo;velhacaria&rdquo;, um &ldquo;presente de Sat&atilde;&rdquo; para impedir os des&iacute;gnios de Deus. Havia tamb&eacute;m o medo dos imunizados ganharem caracter&iacute;sticas bovinas, ficando &ldquo;avacalhados&rdquo;, j&aacute; que no fim do s&eacute;culo XIX a vacina era produzida a partir de <em>cowpox (var&iacute;ola bovina)<\/em>.<\/p>\n<p>Goi&aacute;s teve, at&eacute; os idos do s&eacute;culo XX, alguns surtos da doen&ccedil;a, sendo lembrados aqueles ocorridos em 1904, 1910 e 1926. O surto de 1904 veio por meio de um soldado que deveria ir at&eacute; a cidade de Goi&aacute;s, mas parou em Campinas. Como n&atilde;o era muito comum, n&atilde;o foi diagnosticada de imediato (na verdade, foram dois italianos que procuravam pouso na cidade que identificaram a doen&ccedil;a, saindo rapidamente dela, assim como quem podia faz&ecirc;-lo quando soube das <em>bexigas<\/em>). Nessa ocorr&ecirc;ncia, Campinas ficou isolada completamente do resto do estado entre 19 de janeiro e 21 de mar&ccedil;o.<\/p>\n<p>No ano de 1910, existem registros de um surto na cidade de Goi&aacute;s, mas n&atilde;o se soube ao certo se o causador foi var&iacute;ola ou varicela (ou catapora), j&aacute; que uma forma atenuada de var&iacute;ola (conhecida por <em>minor<\/em> ou alastrim) era chamada de varicela naquele tempo e a pr&oacute;pria varicela era chamada de catapora (os sintomas s&atilde;o parecidos, mas n&atilde;o iguais, e a varicela ainda &eacute; presente na atualidade e n&atilde;o tem a mesma mortalidade que a var&iacute;ola apresentava).<\/p>\n<p>J&aacute; no ano de 1926, o grande surto de var&iacute;ola ocorreu em Trindade e no norte do estado, na cidade de S&atilde;o Jos&eacute; do Duro (hoje Dian&oacute;polis\/TO). Os registros do esvaziamento da cidade e das a&ccedil;&otilde;es de isolamento ganharam for&ccedil;a no imagin&aacute;rio da regi&atilde;o. No Duro, fam&iacute;lias inteiras ficavam isoladas em suas casas e morriam sem que ningu&eacute;m lhes socorresse, sendo que apenas quando as aves de rapina se apossavam das casas &eacute; que se tomava consci&ecirc;ncia do que havia ocorrido. Em v&aacute;rios casos, doentes eram abandonados &agrave; pr&oacute;pria sorte. Em Trindade, os efeitos do surto foram maximizados por conta da passagem da Coluna Prestes e das tropas legalistas que a combatiam, pois tanto os revoltosos quantos os governistas, al&eacute;m de indiv&iacute;duos doentes que traziam, tamb&eacute;m saqueavam as cidades e atacavam as colheitas, causando desabastecimento, o que enfraqueceu a popula&ccedil;&atilde;o, que ficou faminta, facilitando ainda mais expans&atilde;o da epidemia.<\/p>\n<p>Uma vez contra&iacute;da a doen&ccedil;a, que matava 1 em cada 3 doentes em m&eacute;dia, a popula&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ava m&atilde;o das mais diversas formula&ccedil;&otilde;es para tentar curar-se do mal. Para se proteger, em 1904 era recomendada a desinfec&ccedil;&atilde;o das casas com &oacute;leo de r&iacute;cino, creolina, folhas de jaborandi e cal. Antes, em 1866, os doutores Thomaz Cardoso de Almeida e Vicente Moretti Foggia recomendavam para os doentes de var&iacute;ola &ldquo;uma larga sangria de bra&ccedil;o (de libra e meia de sangue)&rdquo; o que equivaleria a 600 gramas, &ldquo;sessenta sanguessugas sobre o est&ocirc;mago&rdquo;, &ldquo;uma bebida sudor&iacute;fera&rdquo;, &ldquo;dois ou tr&ecirc;s purgantes de sal amargo&rdquo; e dieta &agrave; base de arroz e caldo de galinha. O conhecimento popular durante muito tempo recomendou diversos preparados, talvez um dos mais ex&oacute;ticos era &ldquo;Jasmim de cachorro&rdquo;: fezes deste animal (de cor branca, devido ao fato de serem puro c&aacute;lcio, resultante dos ossos com os quais se alimentavam os c&atilde;es), que mo&iacute;das se dissolviam em &aacute;gua. Esse &ldquo;rem&eacute;dio&rdquo; era difundido pa&iacute;s afora, estando no imagin&aacute;rio popular e virando mesmo at&eacute; tema de anedotas em lugares t&atilde;o distantes entre si como a cidade de Goi&aacute;s e no &ldquo;Norte Novo&rdquo; do Paran&aacute; (Maring&aacute; e regi&atilde;o).<\/p>\n<p>A var&iacute;ola foi vencida, n&atilde;o sem grandes batalhas. Se em Goi&aacute;s os mortos foram em n&uacute;mero menos expressivo, diferente de regi&otilde;es como Cuiab&aacute; (MT) que apenas na epidemia de 1876 (a qual durou 3 meses) perdeu mais de 6,5 mil habitantes (50% dos 13 mil moradores na &eacute;poca), isso n&atilde;o significa que a doen&ccedil;a foi menos impactante. A vacina&ccedil;&atilde;o foi a salva&ccedil;&atilde;o no tempo, mas o isolamento tamb&eacute;m permitiu que Goi&aacute;s se esquivasse do mal (j&aacute; que Cuiab&aacute;, mesmo longe de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro, era um forte polo de navega&ccedil;&atilde;o, sendo um ponto de contato importante entre os pa&iacute;ses platinos &ndash; Paraguai e Argentina em especial &ndash; e a por&ccedil;&atilde;o central do continente). Mesmo sendo comunidades pequenas, as mortes ocorridas em Goi&aacute;s durante os surtos causaram grande impacto social e emocional, afinal elas eram sempre pr&oacute;ximas de algu&eacute;m conhecido, numa sociedade que se valia muito do conhecimento entre os indiv&iacute;duos para funcionar. Mas at&eacute; onde a sociedade atual &eacute; t&atilde;o diferente disso?<\/p>\n<p><em>Texto e pesquisa: Givaldo Corcinio\/ABC Digital<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Goi&aacute;s durante muito tempo teve uma esp&eacute;cie de barreira natural para o v&iacute;rus, j&aacute; que a viagem para essa parte do pa&iacute;s demorava tanto que ou o indiv&iacute;duo chegava curado &ndash; apesar das marcas que &ldquo;ganhava&rdquo; no rosto e no corpo &ndash; ou n&atilde;o chegava, ficando pelo caminho<\/p>\n","protected":false},"author":249,"featured_media":14635,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-14684","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0.jpeg",1280,720,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0.jpeg",1280,720,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0.jpeg",1280,720,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0-300x169.jpeg",300,169,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0-1024x576.jpeg",1024,576,true],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0.jpeg",1280,720,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-content\/uploads\/sites\/23\/2020\/03\/MEMORIA_DE_MEDOS-2c0.jpeg",1280,720,false]},"rttpg_author":{"display_name":"alessandrobernardes","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/author\/alessandrobernardes\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/categoria\/institucional\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"Goi&aacute;s durante muito tempo teve uma esp&eacute;cie de barreira natural para o v&iacute;rus, j&aacute; que a viagem para essa parte do pa&iacute;s demorava tanto que ou o indiv&iacute;duo chegava curado &ndash; apesar das marcas que &ldquo;ganhava&rdquo; no rosto e no corpo &ndash; ou n&atilde;o chegava, ficando pelo caminho","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/249"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14684"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14684\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14635"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/abc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}