Debate no Boa Noite discute impactos do fim da escala 6×1

O Boa Noite desta terça-feira (22) trouxe uma análise aprofundada sobre mudanças nas relações de trabalho e seus possíveis impactos no país. Com o tema “Fim da escala 6 x 1: o que vai acontecer com o Brasil?”, a edição recebeu o ex-deputado e comentarista político Lívio Luciano e o advogado e também comentarista político Moisés Marcione, que apresentaram visões distintas sobre a proposta, recentemente aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. O programa também exibiu reportagem especial, que mostrou o acompanhamento de uma operação dentro de um presídio em Aparecida de Goiânia, onde, segundo Polícia Penal de Goiás, não foram encontrados materiais ilícitos.

Durante o debate, Lívio Luciano destacou a importância do diálogo antes de qualquer efetivação. “Em princípio, eu votaria favorável. Eu sou a favor da negociação. Você estabelece um volume de horas e aí, de acordo com o ramo de atividade e tipo de trabalho, podem ser definidos os melhores horários de trabalho”, afirmou. Apesar disso, ele fez ressalvas sobre o contexto político da proposta. Ele reforçou ainda a necessidade de cautela. “Tem que olhar o lado humano do funcionário, mas não existe funcionário sem empresa. Temos que avaliar bem, você tem que ouvir todos os lados envolvidos nessa questão e isso demanda tempo.”

Já Moisés Marcione foi mais enfático e falou dos possíveis impactos econômicos da mudança, apontando preocupações com inflação e queda no PIB. “Pela eleição, é muito difícil alguém votar contrário a essa mudança. Mas, se a gente fizer uma análise mais robusta das consequências práticas disso, o trabalhador terá que compensar isso”, explicou. Ele detalhou a possibilidade de aumento de custos: “De acordo com pesquisas recentes, se for a carga horária foi 40 horas a carga horária, vai ter um aumento no custo da empresa em 10%, se for 36 horas, vai ser 22%. O empresário vai ter que repassar isso para o consumidor final, aumentando a inflação”, afirmou, mencionando ainda possíveis reflexos, como redução de horas extras e redução nas contratações. “É um propósito totalmente eleitoreiro, estão desconsiderando todo o aspecto prático dessa mudança”, concluiu.

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